sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Espetáculo promove a inclusão social

Imagem do convite.



Um evento especial gratuito acontece na próxima terça-feira, 22 de setembro, no teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa em alusão ao Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, celebrado em 21 de setembro. 

Organizada pela Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, a ação busca promover a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e na sociedade.

A partir das 20h, será apresentado o espetáculo "A arte da inclusão", um show de variedades dirigido pela artista Carla Vendramin com a participação de artistas com e sem deficiência. A montagem contará com a participação do projeto Diversos Corpos Dançantes e da banda Novo Circo Cia de Dança.

O espetáculo faz parte do cronograma de atividades do Programa Integre-se da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Criado em 2008, o programa realiza palestras, ciclos de aprendizagem, oficinas de sensibilização e atividades culturais que visam a inclusão de pcd's respeitando as diferenças e peculiaridades de cada um.

Serviço:
Show de variedades "A arte da inclusão"
Data: 22 de setembro, às 20h.
Entrada franca.
Senhas poderão ser retiradas a partir das 9h do dia do espetáculo na bilheteria do Centro Histórico-Cultural Santa Casa (Av. Independência, 75).





Fonte:http://centrohistoricosantacasa.com.br/

Projeto de lei beneficia idosos e deficientes impedindo corte de água

Imagem do Hidrante.

Um projeto de lei apresentado pelo vereador Paulo Araújo (PSD) institui em Cuiabá o benefício de fornecimento de água continuado denominado “Água em casa é saúde”. O objetivo é que seja aprovado e vire lei para proibir o corte de água nos imóveis onde moram pessoas idosas ou pessoa com deficiência, responsáveis pelo sustento da família.

Pela proposta apresentada, algumas condições precisam ser comprovadas pelos beneficiários. No caso de idoso, deve se enquadrar nos critérios da Lei Federal número 10.741 de 1º de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso), estar na condição de arrimo de família, ou seja, o responsável pelo sustento da família. O total da renda mensal e dos familiares, dividido pelos integrantes, precisa ser menor que meio salário mínimo vigente. Outra condição é que o consumo mensal de água no imóvel não pode ultrapassar 20 metros cúbicos.

No caso da pessoa com deficiência também será preciso comprovar de forma cumulativa que: o beneficiário é deficiente e incapacitado para o trabalho e para a vida independente; ter a condição de arrimo de família; a renda mensal não pode ultrapassar meio salário mínimo por pessoa e o consumo de água também deve ser abaixo de 20 metros cúbicos por mês.

O vereador Paulo Araújo explica que o objetivo é garantir melhores condições para quem realmente precisa. Ou seja, beneficiar pessoas de baixa renda que não podem trabalhar por alguma limitação ou condição física e precisam sustentar familiares. Desse modo, não podem ficar sem água em casa motivado por corte, principalmente, por ser uma questão de saúde, higiene e “justiça social”.


O projeto foi encaminhado às Comissões da Câmara de Vereadores para receber pareceres e depois disso será colocado para votação em plenário. Conforme o texto, as despesas para execução da lei ocorrerão por conta de dotação orçamentária própria e o Executivo Municipal deverá regulamentar a norma no prazo de 90 dias contados a partir da sua publicação.


Após acidente, mulher dá a volta por cima e se torna inspiração

Foto de Carlena Weber sorrindo.

Carlena Weber perdeu os movimentos, lançou livro e ajudou universidade em projeto para cadeirantes

Após sofrer um acidente grave aos 21 anos, Carlena Weber perdeu o movimento dos braços e das pernas. Em cima de uma cadeira de rodas, ela resolveu transformar o limão em limonada: se reabilitou e escreveu um livro contando suas histórias (algumas bem inusitadas, aliás) para provocar reflexões sobre a realidade dos cadeirantes.

Hoje com 36 anos, divertida e em paz consigo mesma, Carlena fez sucesso com a publicação "A Minha Versão da História" e ainda resolveu participar de um projeto de estudantes da Unisinos, que criaram uma cadeira de rodas vinculada a um aplicativo capaz de identificar rampas, acessos e outras funcionalidades que facilitam o trajeto do cadeirante. 

História de vida e iniciativa inspiradora que você conhece clicando no link aqui.


Fonte: GShow

Conferência: Télia Negrão relembra a luta das mulheres por seus direitos

Foto de Telia Negrão.



Por Patrícia Miranda

A integrante da Comissão Estadual das Políticas Públicas para as Mulheres, Télia Negrão, foi a palestrante da manhã da II Conferência Municipal de Política para as Mulheres de Cachoeira do Sul. A cientista política e jornalista e ainda coordenadora do Coletivo Feminino Plural, ela é uma das principais referências na área em nível nacional. Télia lembrou a trajetória das três primeiras conferências nacionais e a longa caminhada de construção das políticas públicas para mulheres. Segundo ela, desde 1982 este trabalho vem sendo feito, quando começaram a ser oferecidas delegacias especializadas para mulheres e também casas de acolhimento. “Na época não tínhamos ideia de que estes direitos deveriam ser um conjunto maior e com financiamento próprio. Hoje conhecemos a importância do financiamento para as políticas públicas. No caso das mulheres, este investimento beneficia a metade da população do Brasil”, enfatizou.

Télia ressaltou que as conferências são o caminho para a construção do processo democrático e que as demandas levantadas nos encontros têm a proposta de mudar a vida das mulheres. Ela disse ainda que ao destacar durante a conferência municipal a ativista social do Movimento Negro, Maria Eloá dos Santos, e a ex-vereadora Júlia Tavares, que faleceram recentemente, o luta delas estava também sendo reconhecida. “Quando lembramos das mulheres que construíram a nossa história damos visibilidade a quem historicamente era ocultada. Vivemos em uma sociedade patriarcal em que é difícil para as mulheres conquistarem a autonomia e a liberdade”, salientou.

Em sua fala, Télia destacou ainda que as conferências já não tem mais a missão de apontar as políticas públicas prioritárias para as mulheres, pois isso já foi feito nas anteriores. O desafio agora é debater o que realmente foi implementado, as que não foram, o papel do movimento de mulheres, o empoderamento político das mulheres, entre outros.

FEMINICÍDIO – Télia denunciou ainda que, apesar das conquistas que as mulheres já tiveram ao longo dos anos, ainda é grande o feminicídio. Ela apresentou números de registros oficiais onde, segundo ela, somente este ano no Rio Grande do Sul foram assassinadas 40 mulheres, 163 sofreram tentativa de homicídio e 274 foram vítimas de estupro.

Fonte:http://cachoeiradosul.rs.gov.br/

1º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE DIREITOS SEXUAIS E SAÚDE SEXUAL

Fôlder do curso.

EVENTO APOIADO PELA CHAIRE UNESCO DE SAÚDE SEXUAL E DIREITOS HUMANOS
DATA: 22 de setembro de 2015
HORÁRIO: das 8h às 12h e das 13h às 18h
LOCAL: Centro de Eventos Hotel Plaza São Rafael
PORTO ALEGRE/RS   -   BRASIL
8h às 8h45 - Recepção e credenciamento 
8h45 às 9h - Abertura

PALESTRANTES:

LÍCIA PERES  - 9h às 9h50 
9h50 às 10h20 - Debate sobre o tema
Socióloga (Rio Grande do Sul-Brasil)
Feminista 
Tema: Direitos Sexuais e a Violência contra a Mulher. Soluções Possíveis.

10h20 às 10h40 - Intervalo  
 
ELIANE ROSE MAIO - 10h40 às 11h30
11h30 às 12h - Debate sobre o tema

Psicóloga (Paraná-Brasil)
PPE/UEM, NUDISEX-CNPq 
Tema: A Educação Sexual é Direito Humano e Promove a Saúde Sexual. Como fazer?

12h às 13h - Intervalo para almoço

ANTONIO CARLOS GERBASE - 13h às 13h50 
13h50 às 14h20 - Debate sobre o tema

Médico (Genebra-Suíça)
GFMER, OMS, Chaire UNESCO
Tema: Direitos Sexuais e Saúde Sexual para a OMS/UNESCO
 
MARÍA ELENA VILLA ABRILLE - 14h20 às 15h10 
15h10 às 15h40 - Debate sobre o tema

Sexóloga Clínica (Buenos Aires-Argentina)
Embaixadora da Paz - Mil Milenios de Paz/UNESCO
Tema: Direitos Sexuais de Pessoas com Diversidade Funcional/Deficiência (PCDs). A existência do desejo é um fato.

15h40 às 16h - Intervalo

SILVINA PEIRANO - 16h às 16h50 
16h50 às 17h30 - Debate sobre o tema 

Educadora (Buenos Aires-Argentina) via teleconferência
Centro Julia Pastrana - Sexualidade e Assistência Sexual
Tema: Assistente Sexual para pessoas com Diversidade Funcional/Deficiência (PCDs). Quem é e o que faz?

17h30 às 18h - Encerramento


O investimento é de R$ 50,00 e a certificação de 8h.


ATENÇÃO INSTRUTORES: Aqueles que tem interesse em ir, coloquem na ficha o meu email como referencia ( articuladora@iens.org.br) e assinalem a opção de professor . O Setor Pedagogico fará o atestado de que vocês tem vinculo com o projeto e imprimirá seus certificados, bem como preciso farei uma lista daqueles que se inscreveram para que possam fazer o pagamento no dia e local do seminário, evitando assim o uso do PagSeguro , pois nao tenho certeza da acessibilidade do mesmo ( conforme conversei com a organizadora do evento).
Peço ainda que me avisem quando concluirem a inscrição no site para que possamos ajustar sua oficina e beneficiários, e questões de horário de trabalho com a Coordenação.

Penso que aqueles que tem disponibilidade e possibilidade de ir, façam este investimento, com certeza são assuntos pertinentes a realidade de todos nós e me parece uma grande oportunidade de refletir e aprender sobre.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Isenção de impostos para compra de carro zero pode chegar a metade da população brasileira

Na foto um rapaz cadeirante olha o carro com uma moça e na traseira do carro um rapaz olha o porta-mala.


Por Luiz Alexandre Souza Ventura
Pessoas com deficiência têm esse direito garantido, mas o benefício está previsto para cidadãos em diversas situações. Quem tem dúvidas sobre o assunto vai encontrar ajuda no Mobility & Show 2015, evento que será realizado em setembro, com entrada gratuita, em São Paulo.
É informação bastante conhecida. No Brasil, o cidadão com deficiência tem direito a isenção de IPI , ICMS, IPVA e até IOF na compra de um carro zero km. Mas existem pessoas em diversas situações que também podem usufruir desse benefício e sequer imaginam haver essa possibilidade. Reunindo dados do Censo IBGE 2010, do Sistema Único de Saúde (SUS), e de outras instituições públicas e privadas, são aproximadamente 100 milhões de pessoas. Ou seja, um em cada dois brasileiros pode obter as isenções.

A lista é grande e pouco divulgada. Abrange pessoas com deficiência física, condutoras ou não e seus familiares, pessoas com deficiências mentais ou intelectuais graves e seus familiares, pessoas cegas e familiares, pessoas com paralisia cerebral e familiares, com Síndrome de Down e familiares, autistas e familiares, pessoas com amputação ou ausência de membro, com artrodese e artrose, artrite reumatoide, pessoas que sofreram AVC (Acidente Vascular Cerebral), câncer de mama e linfomas, com doenças degenerativas e neurológicas, doenças renais e crônicas, Talidomida, Mal de Parkinson, nanismo, Esclerose Múltipla, escoliose acentuada, hérnia de disco, hemiplegia e tetraparesia, problemas na coluna graves e crônicos, monoparesia e monoplegia, prótese interna e externa, mastectomia, Dort (LER) e bursites graves, poliomelite, má formação de membros, problemas no túnel de carpo e tendinite crônica, manguito rotator, neuropatias diabéticas, doenças renais, Hepatite C e hemofílicos.


Uma oportunidade de esclarecer dúvidas sobre o assunto é o Mobility & Show 2015, evento com entrada gratuita que será realizado no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, nos dias 19 e 20 de setembro. “Essa é a primeira edição no Brasil. Existe um evento parecido em Londres (Inglaterra) há mais de 30 anos, chamado de Mobility Roadshow, que apresenta carros, triciclos, cadeira de rodas motorizadas, guinchos e outros tipos de veículos. Na versão brasileira ainda não teremos tudo isso, mas o que é relacionado com motor e automóvel estarápresente”, explica Rodrigo Rosso, presidente da Associação Brasileira das Indústrias e Revendedores de Produtos para Pessoas com Deficiência (ABRIDEF).


O principal destaque é uma área, ou tenda, específica sobre as possíveis isenções e como obtê-las, com explicações fornecidas por 20 despachantes do Estado de SP a respeito de direitos e documentos, além de representantes da Receita Federal e de médicos credenciados pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito). “Os médicos não vão emitir laudo durante o evento, mas podem explicar ao visitante se ele tem direito ao benefício. É algo muito importante entender essa diferença, porque há muita gente que pode receber a isenção, mas não sabe. E tem outros que acreditam poder, mas na verdade não vão conseguir. E os detalhes de tudo isso serão esclarecidos”, afirma Rosso.


Outro ponto importante do Mobility & Show 2015 é que a Prefeitura de São Paulo decidiu realizar no local do evento atividades do Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência, celebrado em 21 de setembro. Para chegar ao evento, o visitante terá transporte gratuito, por meio do Atende (da SPTrans), com 120 veículos e diversos pontos de partida, além de mais 180 vans contratadas pela organização.


Também estarão presentes as principais montadoras de automóveis commodelos disponíveis e adaptados para Test-Drive com profissionais especializados, autoescolas, bancos financiadores, adaptadoras, seguradoras e diversos outros produtos e serviços





O presidente da Abridef entende que o melhor caminho para saber tudo o que é necessário sobre a isenção de impostos para compra de um carro zero é por meio do despachante especializado. “É fundamental encontrar um profissional sério e competente, porque há muita ‘picaretagem’ e o cidadão pode acabar enganado”, diz.


Rodrigo Rosso é o criador da Reatech, o maior evento voltado a pessoas com deficiência no País, e da Revista Reação. “Houve no Brasil uma mudança significativa no últimos 20 anos no entendimento sobre o universo da pessoa com deficiência. A inserção no mercado de trabalho, as Paralimpíadas, a Reatech e outras ações colaboraram muito para esse avanço. A LBI (Lei Brasileira de Inclusão) fará uma grande diferença. Vai mudar tudo, porque muitas pessoas não conhecem os próprios direitos”, diz.


Em 2008, uma pesquisa feita pela Reatech e pela Revista Reação entrevistou 3.893 em todo o País e constatou que, no Brasil, 42% das pessoas com deficiência são das classes A/B, 44% da classe C, e 14% das classes D/E. “Tem muita pessoa com deficiência que consome, trabalha, estuda. É gente produtiva”, conclui Rosso.


SERVIÇO:

Mobility & Show 2015

Local: Autódromo de Interlagos (consulte o mapa)

Data: 19 e 20 de setembro de 2015


0800-772-6612


Fonte: Blog Vencer Limites

Inclusivass promove oficinas e divulga materiais de conscientização para mulheres com deficiência

Na foto matéria do Grupo Inclusivass que saiu no Jornal do Comércio, as integrantes Carolina Santos  Liza Cenci seguram o fôlder do Grupo.


Inclusivass promove oficinas e divulga materiais de conscientização para mulheres com deficiência
Luana Casagranda
empresasenegocios@jornaldocomercio.com.br



Quando Carolina Santos deixa um restaurante não adapta-do para cadeirantes, alerta:“sai mais em conta você construir uma rampa do que pagar uma multa se eu te denunciar”. A frase,ela conta, se repete com frequência, já que grande parte dos estabelecimentos não cumpre a Lei da Acessibilidade. Essa realidade não se restringe apenas a prédios comerciais,mas também ocorre em locais públicos, que deveriam estar aptos a acolher pessoas com algum tipo de deficiência. Cansadas dessa realidade e decididas a cobrar seus direitos, um grupo de ativistas apontou todas as reivindicações na Carta das Mulheres com Deficiência do Rio Grande do Sul.

O documento foi organizado pelo Inclusivass, um dos projetos da ONG Coletivo Feminino Plural. Entre as solicitações, está o atendimento adequado e humanizado a mulheres com deficiência em áreas como a da saúde e a da segurança,nas quais encontram as maiores dificuldades. O grupo surgiu no final de 2014, depois da realização do Seminário das Mulheres com Deficiência e Políticas Públicas, ocorrido em março. Lá, as ativistas elaboraram a primeira versão da carta. “A Télia Negrão(coordenadora do Feminino Plural), já me conhecia por causa da minha relação como movimento de combate à violência doméstica e, a partir do seminário, nós trabalhamos jun-tas e criamos o Inclusivass”, conta Carolina, que ficou paraplégica depois de ser vítima de violência doméstica.

Liza destaca que quase não existem estatísticas que indiquem o número de mulheres que passam a conviver com a deficiência por serem vítimas de agressões e maus-tratos dos companheiros ou que foram violentadas por serem deficientes. “Nós vemos, o tempo todo,meninas com deficiência sendo agredidas, muitas vezes pela própria família, mas não temos dados concretos”, afirma. Um dos estu-dos mais recentes foi apresentado pela promotora de Justiça de Ala-goas Stella Cavalcanti em 2013 -ela avaliou que 40%das mulheres com algum tipo de deficiência já foram vítimas de violência doméstica no mundo. Nesse sentido, outro ponto importante defendido na Carta é a inclusão, no boletim de ocorrência,do item “deficiência”.A indicação facilitará o levantamento de estatísticas que interseccionem a violência com a deficiência. “Só assim poderemos pensar em mais políticas de enfrentamento dessas agressões”, acredita Carolina.

O Inclusivass já realizou oficinas e,no final do mês de maio, promoveu o lançamento oficial da Carta das Mulheres com Deficiência. O documento vem sendo distribuído e conta com 21 itens que visam a esclarecer os direitos dessa população-principalmente das mulheres.Entre as principais reivindicações do relatório está a consolidação das redes públicas de atendimento e a capacitação dos funcionários para o atendimento com recorte de gênero e deficiência, adaptando e tornando acessíveis os equipamentos para acolher e auxiliar mulheres em situação de vulnerabilidade. Além disso, o coletivo entregou, no ano passado,uma das versões do manifesto para o ex-governador Tarso Genro e agora pretende entregá-la também ao governa-dor José Ivo Sartori.

De acordo com Carolina, o grupo realizará audiências públicas para debater com a população alguns dos itens mais importantes da carta, como o que tratados direitos reprodutivos das mulheres com deficiência. Ela relata que passou por muitas dificuldades quando decidiu que queria ser mãe.“Não tive informações sobre como seria minha gravidez.Eu ia até os médicos, e eles ficavam chamando outros para fazerem o exame de toque várias vezes. Hoje, luto para que isso não aconteça com outras mulheres”, afirma.

Direitos garantidos por lei

Em julho, a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência. O texto classifica oque é deficiência, estabelece o atendimento prioritário em instituições públicas e discorre sobre os direitos dessa população nas áreas da educação, saúde, moradia, cultura, trabalho,entre outras.Carolina Santos e Liza Cristina Cenci, integrantes do Inclusivass, avaliam que a lei traz contribuições positivas,mas lamentam os vetos, principalmente o que dá prioridade às pessoas com deficiência em processos judiciais e o que obriga empresas com 50 a 99 empregados aterem pelo menos um funcionário com deficiência. “Isso reitera o preconceito de que a pessoa com deficiência é incapaz, que ela tem de retroceder,não sair de casa e não estudar”, acredita Liza.

Fonte: Jornal do Comércio

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Relatório Lilás- Mulheres com Deficiência e a Violência de gênero- Igualdade e Inclusão

     
Da esquerda para a direita: Fernanda Vicari, Edgar Pretto da Frente Parlamentar dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres e Elisandra Santos com o livro na mão.
                                            
Por: Elisandra Carolina dos Santos

                                      Resumo





Mulheres com deficiência constituem parcela significativa da população brasileira, com demandas especificas de cidadania. Mobilizações recentes apontam a diversidade entre as mulheres com deficiência, o que deve ser observado na elaboração das políticas públicas. As desigualdades de gênero, cruzadas com deficiência, tornam este segmento feminino mais vulnerável ás violência e discriminações, e por conseguinte, ás violações de direitos humanos



Palavra-chave: gênero; deficiência; vulnerabilidade.


26 Carol Santos, também conhecida como Carol Acessibilidade, é ativista do movimento de mulheres com deficiência, coordena a política do Coletivo Feminino Plural para esse segmento.


Violência de gênero é uma das mais graves formas de discriminação às mulheres. No Brasil, desde 2006 a lei Maria da Penha, que trata da violência doméstica e familiar, prevê formas de prevenir, punir e erradicar este problema, prevendo pena aumentada em um terço caso a vítima seja mulher com deficiência.


Desde 2013, a Lei 12845/2013 trata da atenção à violência sexual. O Brasil é signatário da Convenção Internacional das Pessoas com Deficiência (ONU) desde 20009, pelo Decreto 6949/20009, que resultou de uma longa luta por parte dos movimentos de todo o mundo. " Nada sobre nós sem nós" tem sido um importante lema desse movimento que exige á inclusão na cidadania e nos direitos.

Segundo essa Convenção, " pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. Esse documento internacional, que embasa o plano nacional denominado "Viver sem Limites"27, reconhece que mulheres e meninas com deficiência estão frequentemente expostas a maiores riscos, tanto no lar como fora dele, de sofrer violência, lesões ou abusos, descaso ou tratamento negligente, maus-tratos ou exploração; e ressalta a necessidade de incorporar a perspectiva de gênero aos esforças para promover o pleno exercício dos direitos humanos e liberdades fundamentais por parte das pessoas com deficiência.

27 www.pessoacomdeficiência.gov.br

A violência de gênero atinge indistintamente as mulheres em nossa sociedade. Se considerarmos quais violências simbólicas na mídia, nos programas de entretenimento e na publicidade entra em nossas casas pele teve, jornais, outdoors ou nas piadas, no humor, é possível dizer que todas nós estamos expostas à violência e podemos em algum momento da vida passar por discriminações, preconceitos e violações diversas.

Para as mulheres, a violência de gênero é a causa da própria deficiência, tanto da violência de gênero , machista, como é o meu caso ou da violência urbana, tiros perdidos, acidentes, etc. Mas pode ser também a vivência daquelas que já tem a deficiência ou com ela nasceram, em razão das discriminações e desigualdade e pela vulnerabilidade que se estabelece por nossa condição, e por vivermos numa sociedade patriarcal. No nosso caso, a ideologia disseminada na sociedade que tem como base o padrão de "normalidade" como único aceito e valorizado, alimenta uma dupla violação dos direitos humanos.

Segundo o IBGE28, as pessoas com algum tipo de deficiência no Brasil correspondem 23,92 da população, somando 45,6 milhões. Metade dessa população , em torno de 22,8 milhões são mulheres, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE-2010). Portanto, um expressivo contingente de cidadãs que além de enfrentarem as desigualdades de gênero e cidadania em razão da deficiência. Felizmente essa situação começa a ser denunciada, transformada numa agenda de lutas próprias mulheres com deficiência e do movimento de mulheres e feministas. Seminários, encontros, oficinas tem elaborado propostas que estão sendo encaminhadas para os órgãos públicos para serem objeto das políticas governamentais. Não queremos ser tratadas como vítimas, mas como sujeitas de direitos capazes de tomar nossas pr´prias decisões.

28 htpp://www.pessoacomdeficiência.gov.br/app/indicadores/censo-2010


No entanto, há muito por fazer, pois é preciso conhecer quem somos para nos incluir nas políticas, qualificar os serviços e questionar os padrões culturais na sociedade. As mulheres com deficiência não são uma massa genérica, mas um segmento especifico entre as mulheres, diverso internamente, mas tendo em comum a vivência do gênero feminino. É necessário um olhar também especifico para assegurar esses direitos e a cidadania.


Da mesma forma que a violência de gênero constitui uma ameaça a todas as mulheres, mas acordo com seu grau de vulnerabilidade predispões a maior ou menor risco, também entre mulheres com deficiência, pode definir níveis diferenciados de exposição. As diferentes deficiências- física, auditiva, visual e cognitiva- se somam aquelas diversidades vão resultar em mulheres e meninas diferentes entre si.


Mulheres com deficiência cognitiva, embora a escassez de estudos e pesquisas são um campo em aberto para maior compreensão de problema e a formulação das políticas públicas. A Unicef, segundo menciona Cintra(2008) estima que uma em cada dez mulheres no mundo é vítima de estrupo ao menos uma vez na vida. No caso das mulheres com deficiência, esse numero sobe para 3 em cada dez. Essa maior prevalência estaria assentada no desvalor social e na ideia de que a palavra das pessoas com deficiência tem menor credibilidade ao testemunhar em seu próprio favor.


O texto base III Conferência Nacional das Pessoas com Deficiência (2012)29 lista os tipos de violência cometidos, sendo importante estarmos atentas a eles: isolamento forçado, confinamento e ocultação dentro de casa da pópria família, a aplicação de drogas na comida; a institucionalização forçada e coercitiva; contenção e isolamento em instituições, criação de situações pretextadas para fazer a mulher parecer violenta ou incompetente a fim de justificar sua institucionalização e privação da capacidade legal.

29 http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/arquivos/%5Bfield_genereco_imagens-filefield-description%5D_4pdf


São muitos graves estas situações, que incluem ainda o forjamento de rótulos de raiva e autodeclaração das mulheres como um comportamento de" pessoas com transtorno mental e perigosas" (especialmente se a mulher já foi internada em hospital psiquiátricos); a negação das necessidades e negligência intencional; a retenção de aparelhos de mobilidade, equipamentos de comunicação ou medicação que a mulher toma voluntariamente; as ameaças para negligenciar ou cancelar apoios ou animais assistentes; a colocação de mulheres em desconforto físico ou em situações constrangedoras por longo período de tempo; ameaças de abandono cometidas por cuidadores e violações de privacidade.


A violência sexual tem sido uma experiência de muitas mulheres com deficiência, três vezes maior do que das mulheres em geral. Estrupo e abuso sexual cometidos por membro da equipe ou por paciente internado em instituições; a restrição; desnudamento e confinamento solitário que replica o trauma do estrupo; aborto forçado; e esterilização forçada.


Tendo em vista que mulheres com deficiência estão lutando pelos seus direitos participando de conferências nacionais e lutando pela implementação da Convenção Internacionais sobre Direitos das Pessoas com Deficiência e de políticas nacionais e locais, há um novo patamar de onde falamos, que é o da cidadania e direitos humanos.


Nessa perspectiva, as mulheres com deficiência do Rio Grande do Sul buscam fortalecer uma estratégia conjunta de ação, em parceria com o movimento de mulheres. Queremos caminhar juntas e apresentar a toda a sociedade nossa posição sobre todos os temas que nos dizem respeitos, em especial aqueles que nos afetam pelo pertencimento ao gênero feminino e por vivermos uma condição particular.


Falando concretamente, é preciso pensar que cada política pública nas áreas da saúde, trabalho, assistência, esteja qualificada para oferecer a atenção adequada.Por exemplo, como assegurar que uma com deficiência, de filho menor, pode acompanhar seu/sua filho/a na internação hospitalar se não há vagas adaptadas para acompanhantes com deficiência?


Como assegurar a privacidade no atendimento na Delegacia da Mulher sem que haja um balção rebaixado, uma sala adaptada, tradutores e intérpretes em Libras? E quando se deixará de ouvir profissionais a admitir a essas mulheres que não sabem lidar com sua saúde sexual e reprodutiva?


E especificamente em relação á violência de gênero, as mulheres com deficiência vem elaborando um conjunto de propostas30, com base na aplicação da Lei Maria da Penha e nas políticas de enfrentamento, entre as quais se destacam-se:

30 O itens destacados constam da Carta das Mulheres com Deficiência elaborada para ser entregue ao Governo Estadual em agosto de 2014.


  • Incluir a transversalidade da temática das mulheres com deficiência nas agendas de todas as políticas públicas das diversas secretarias estaduais e municipais, em especial de educação, saúde, assistência social, trabalho, entre outras;
  • Capacitar agentes do serviço público (executivo, legislativo, judiciário, MP) para prestar atendimento adequado a mulheres com deficiência nas mais diversas áreas, mas em especial na área da saúde e violência, para que atuem de forma humanizada no atendimento às mulheres com deficiência.
  • Consolidar e fortalecer as redes de atendimento da política pública para mulheres com o recorte gênero e deficiência, adaptando e tornando plenamente acessíveis todos os equipamentos para atendimento às mulheres em situação de violência (centros de referencia, delegacias, casas abrigo, juizados) de forma a assegurar acesso e privacidade nesses locais.
  • Garantir e divulgar levantamentos de dados sobre violência contra as mulheres com deficiência junto aos juizados especializados, que devem ser ampliados na perspectiva na inclusão.
  • Incluir no formulário do Boletim de Ocorrência o item “deficiência”. 
  • Difundir a Lei Maria da Penha na rede de ensino, garantindo os formatos acessíveis e fortalecendo a cultura de respeito entre os gêneros e a diversidade entre as pessoas.


Sabemos que são necessários profundas mudanças culturais para dar fim aos preconceitos em nossa sociedade. Tanto a desigualdade entre homens e mulheres como entre pessoas que não se enquadram nos padrões considerados"normais" só podem ser vencidos com o respeito, a inclusão de todas as pessoas na cidadania ativa. Respeito, intolerância, vigilância para o cumprimento dos direitos mais simples aos mais complexos. 


Por acreditarmos na universalidade dos direitos humanos, afirmamos que os direitos só serão de fato humanos se as mulheres estiverem incluídas, e entre essas estamos nós , mulheres com deficiência



CINTRA, Flávia. Mulheres com Deficiência. In: Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência Comentada. SEDH/CORDE,2008.Pag.37


http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007/2010/2009/decreto/d6949.htm



Mulheres com deficiência estabelecem demandas a serem levadas às conferências futuras

Grupo de participantes do encontro.

Mulheres com deficiência estabelecem demandas a serem levadas às conferências futuras
 
A fim de garantir espaço e representatividade para as mulheres com deficiência nas conferências de políticas públicas para as mulheres municipais, estaduais e nacional, o Grupo Inclusivass promoveu a 1ª Conferência Livre das Mulheres com Deficiência, no dia 6 de agosto. O encontro reuniu cerca de 40 pessoas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), em Porto Alegre, para debater as políticas públicas e o acesso à informação e para levantar as principais demandas das mulheres com deficiência.

O Grupo Inclusivass nasceu do interesse em criar um espaço propício à construção, pela perspectiva de gênero, das mulheres com deficiência enquanto ativistas e para pressionar os movimentos de mulheres a incorporar a sua agenda entre as prioridades. Durante o evento, a coordenadora do grupo, Carol Santos, defendeu a importância do respeito à diversidade e da segmentação nas discussões dos movimentos de mulheres. “Não podemos falar de políticas públicas para as mulheres se não incluirmos todas”, disse Carol.

No mês em que completa o primeiro ano de existência, o coletivo conquista reconhecimento com a inserção da conferência livre na agenda de encontros do segmento e pela atenção de importantes entidades à pauta levantada. Compunham a mesa, mulheres com deficiência motora, visual, auditiva e com déficit cognitivo. Estavam presentes, também, a presidenta da Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim), Vera Daisy Barcelos, representantes da Federação de Mulheres Gaúchas, da Secretaria da Segurança Pública e de diversos movimentos de mulheres e de pessoas com deficiência, o deputado federal Edegar Pretto, deputado estadual Adão Villaverde e a vereadora Séfora Mota.

Antes de abrir para o debate, a integrante da comissão organizadora da Conferência Estadual e dirigente da Rede Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos, Télia Negrão, destacou a importância de espaços livres para o fortalecimento de quem irá participar das discussões futuras. “Quando olho os eixos das conferências estadual e nacional, a impressão que dá é de que o espaço das mulheres com deficiências e de outros grupos não está contido”, lamentou Télia. No entanto, salientou, essa construção é um processo, que tem na Conferência Livre das Mulheres com Deficiência um passo importante.

Tendo em mãos aquela que servirá de norte à luta das mulheres com deficiência - a Carta da Mulher com Deficiência do Rio Grande do Sul, lançada este ano, as participantes salientaram a necessidade de dedicar-se fortemente, em um primeiro momento, ao combate à violência contra a mulher e atenção à saúde, com a criação e divulgação de número acessível na Rede Lilás (item 4) e com o levantamento de dados sobre violência contra as mulheres com deficiência junto aos juizados especializados (item 5). Mais necessidades foram enumeradas pelas participantes, como o atendimento prioritário à mulher com deficiência em exames ginecológicos, a ampliação da áudio-descrição na TV aberta (trazendo maior acesso a informação), dentre outras.

Houve um debate aberto e todas as propostas relevantes foram captadas e passarão a integrar um documento a ser levado às conferências realizadas em diferentes âmbitos. Para isso, a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim), Vera Daisy Barcelos, convidou todas a somarem às demais reuniões do movimento de mulheres e a participarem da consolidação do Plano Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres.

A integrante do Inclusivass, Vitória Bernardes, avisou: “como aconteceu com o movimento das mulheres negras, chegou a nossa vez de aparecer”. 

Se você quiser fortalecer esse movimento e saber mais sobre o Grupo Inclusivass, acesse o blog:inclusivass.blogspot.com.br e curta a 

País será denunciado na ONU por não garantir direitos de deficientes

Imagem de várias pessoas na cadeira de rodas, visto de baixo.


GENEBRA – Especialistas, organizações não-governamentais (ONGs) e representantes da sociedade civil vão denunciar nesta terça-feira, 25, na Organização das Nações Unidas o Brasil por não garantir acesso ao transporte, educação e saúde a milhões de pessoas com deficiência no País. Hoje, em Genebra, a ONU examina as políticas do governo brasileiro em relação aos deficientes e vai cobrar respostas de Brasília em relação ao que tem sido feito para promover os direitos dessa parcela da população. O Brasil será representado pelo ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Pepe Vargas.

Em um informe apresentado aos peritos da ONU por mais de uma dezena de organizações brasileiras e estrangeiras, as denúncias apontam que uma pessoa com deficiência no Brasil ainda vive com sérias dificuldades para ter acesso aos mesmos locais que o restante da população, seja por falta de infraestrutura adequada ou por falta de treinamento de professores, motoristas e gestores. O governo promete responder às críticas ainda nesta terça.

O exame será o primeiro que o Brasil enfrentará em uma década desde a entrada em vigor da Convenção dos Direitos de Pessoas com Deficiências. “A falta de acesso tem sido a maior barreira a ser superada no Brasil”, alertou o informe apresentado pela Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas com Autismo (Abraça), a Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência do Brasil (FCD), o Instituto Baresi e a Rede Brasileira do Movimento de Vida Independente, entre outras.

A lei de 2000 estabelecia até 2010 para que todo o transporte público fosse adaptado. “Mas muitas empresas ainda não cumprem a lei”, acusaram as entidades. Ônibus interestatais e muitas empresas de transporte urbano ainda não teriam instalado elevadores para cadeiras de roda. Motoristas não foram instruídos a operar o sistema, quando existe, e não são poucos os casos de ônibus de linhas urbanas que “aceleram quando veem um deficiente em um ponto”.

Segundo as entidades, o governo tem feito esforços para adaptar os aeroportos. Mas o mesmo compromisso não é visto com metrôs, trens e outros transportes. Os edifícios públicos teriam de ter sido adaptados até 2009. “Mas muitos ainda não estão”, alerta o documento.

Com 25 milhões de pessoas com deficiências no Brasil, os grupos apontam que nem mesmo as construtoras têm erguido os novos apartamentos dentro dos padrões exigidos pela lei para garantir a circulação de cadeiras de roda ou acesso aos banheiros.

Nos centros de saúde, a questão do acesso é ainda um obstáculo. Um levantamento apresentado à ONU aponta que, de 241 unidades de saúde avaliadas em sete Estados, 60% delas não estavam adequadas a receber deficientes.

As políticas de emprego tiveram certos avanços. Mas enquanto o Brasil gerou 6,5 milhões de postos de trabalho entre 2007 e 2010, 42 mil empregos para pessoas deficientes foram fechados.

Nas escolas, a falta de assistência especializada é a barreira. Em 2008, 93 mil estudantes com deficiência foram inscritos na rede pública. Em 2014, esse número caiu para 61 mil.

Para as entidades, “o governo tem feito pouco para conscientizar a sociedade e promover os direitos e dignidade das pessoas com deficiências”. Apesar das promessas feitas à sociedade civil, até hoje nenhuma campanha tem sido organizada para que se conheça os direitos dos deficientes”, completou o informe apresentado pelos grupos.

Primeiro Dicionário de Políticas Públicas no Brasil pode ser acessado pela internet

A Faculdade de Políticas Públicas da UEMG divulgou, no final de 2012, o primeiro dicionário de Políticas Públicas do Brasil(Reprodução)


Capital social, Estado de Direito, Gestor Público, Esfera Pública...Como reunir os principais conceitos de políticas públicas em um só lugar? A partir desse mote, a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) divulgou, no final de 2012, o primeiro dicionário de Políticas Públicas do Brasil.

De acordo com nota publicada no site da UEMG, diferentes autores trazem no documento "reflexões significativas nas diversas áreas em que atuam, sejam elas sociais, políticas e econômicas". O material pode ser útil tanto para estudantes, pesquisadores, quanto para qualquer pessoa interessada na "gestão pública contemporânea e suas relações internas e externas".

A obra foi organizada pelos professores Carmem Lúcia Freitas de Castro, Cynthia Rúbia Braga Gontijo e Antônio Eduardo de Noronha Amabile da Faculdade de Políticas Públicas Tancredo Neves.

O dicionário reúne conceitos teóricos e exemplos práticos. Para consultá-lo online, acesse aqui.

*com informações da UEMG

Fonte:http://www.ebc.com.br/