quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Audiência Pública- Mulheres com Deficiência e Violência:colhimento e Garantia de Direitos Humanos

Logo com as informações do evento.


Audiência Pública: Mulheres com Deficiência e Violência: Acolhimento e Garantia de Direitos Humanos.
A audiência, proposta pelo Grupo Inclusivass em conjunto com o Deputado Jeferson Fernandes e Comissão de Cidadania e Direitos Humanos AL RS, busca respostas à ausência de políticas públicas de enfrentamento a violência que rompam com a vulnerabilização imposta às mulheres com deficiência. 

Existimos e resistimos!!! #PeloFimDoMachismo #PeloFimDoCapacitismo

A atividade integra a programação dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres.

Mulheres com Deficiência:
De acordo com o Censo Demográfico 2010, as mulheres com deficiência somam 25.800.681 de pessoas. Ou seja, representam 13,53% da população total do país. Segundo esses dados, enquanto na população total brasileira há 100 mulheres para cada 96 homens, no segmento da pessoa com deficiência, para cada 100 mulheres existem 76,7 homens (IBGE, 2010).
A Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que foi ratificada com equivalência de emenda constitucional em 2008, reconhece em seu artigo VI que mulheres e meninas com deficiência estão sujeitas a múltiplas formas de discriminação. Segundo relatórios internacionais – no Brasil não há nenhuma estatística sobre violência contra esse segmento de mulheres – as mulheres com deficiência são vitimadas pela violência de gênero 3 vezes mais do que mulheres sem deficiência.
Mesmo com o número expressivo, ainda não possuimos políticas concretas que criem mecanismos de proteção, encorajamento à denuncia, acesso universal às informações e acesso aos serviços para o rompimento deste ciclo de violência.

Sobre o Grupo Inclusivass:
Neste cenário de invisibilidade, em 2014, após um seminário voltado às políticas públicas para mulheres com deficiência e a constatação da INEXISTÊNCIA de políticas públicas específicas, o Grupo Inclusivass foi criado.
As Inclusivass buscam a fomentação e disseminação do debate sobre as condições de igualdade às mulheres com deficiência no Estado do Rio Grande do Sul e Brasil.

Apoio:
Coletivo Feminino Plural
Comdim Poa
Conselho Estadual Dos Direitos da Pcd
Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Porto Alegre
Fórum de Mulheres de Porto Alegre


Dia:29/11/17
Hora:10:00 horas
Local: Sala Adão Pretto, Térreo da Assembleia Legislativa

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Reinauguração da Delegacia da Mulher de POA e Inclusivass

Imagem de Josiane segurando sua bengala e Carolina que usa cadeira de rodas.


A novidade da reinauguração da DEAM pegou o grupo de surpresa sendo divulgado nas redes sociais, pois não recebemos o convite para estarmos presente sendo nós as mais interessadas em conhecer o novo espaço.
Esta atitude para nós enquanto grupo que milita na luta pelo fim da violência contra as mulheres com deficiência deixo claro o desrespeito com o nosso trabalho e luta.
Sendo as mulheres com deficiência quase 3,5000 de mulheres com algum tipo de deficiência no RS e por ainda viverem em total desigualdade aos acessos dos serviços da rede de enfrentamento que visam acolher, orientar e realizar denuncias para que as mulheres vivam sem violência.
Nosso questionamento era ter certeza que as mulheres com deficiência ao procurarem estes serviços teriam um atendimento humanizado,com acessibilidade arquitetônica e comunicacional 
No ano passado o grupo realizou uma visita na DEAM (Delegacia da Mulher de Porto Alegre) e no CRM Vânia Araújo (Centro de Referência da Mulher) para conhecermos estes serviços e suas estruturas de acessibilidade, esta ação faz parte do Projeto Todas São Todas que tinha como objetivo incluir as mulheres com deficiência nas Políticas de Enfrentamento a Violência Contra as Mulheres e demais políticas.
Nesta visita tivemos o apoio do Coletivo Feminino Plural e do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres de Porto Alegre, desta ação levamos a denuncia ao Ministério Público de Direitos Humanos e foi acolhida sendo instaurado um inquérito civil público para averiguar nossa denuncia destes serviços não respeitarem o direitos das mulheres com deficiência de serem acolhidas com total respeito e dignidade, pois sair do silêncio e do ciclo da violência ainda é uma luta quando se é mulher.
Passou mais de um ano e finalmente achamos que tínhamos conseguido avançar em uma política de enfrentamento através da nossa ação junto ao MP.
No dia 18 de outubro finalmente a DEAM foi reinaugurada e as Inclusivass estavam presentes, a rampa de acesso na entrada deixa claro que as questões de acessibilidade não foram entendidas, o espaço estava cheio mal dava para se movimentar e verificar se o espaço era realmente acessível conforme foi discursado pela delegada titular Tatiana Barreira Bastos que na sua fala frisou que a delegacia tinha uma rampa de acesso atribuindo a acessibilidade do espaço somente em uma rampa deixando de lado toda estrutura de acessibilidade necessária.
No fim do evento Carolina e Josiane foram conhecer o local e para sua surpresa a acessibilidade ficou de lado mais uma vez, o balção de atendimento sem nenhum rebaixamento para cadeirantes ou mulheres anás, algumas salas pequenas sem acesso a cadeira de rodas, nenhum banheiro adaptado e piso pototátil.
Nosso questionamento enquanto grupo é como que uma obra desta foi aprovada sem os requisitos de acessibilidade.
O espaço acolhedor como foi anunciado em matérias na mídia deixa de lado o acolhimento a nós mulheres com deficiência. 
Seguimos na busca por respostas e não vamos nos cansar pois só queremos o que é de direito nosso.
Lembramos que existem leis que nos garantem toda e qualquer tipo de acessibilidade em espaços públicos e privadas previstos na Lei Brasileira de Inclusão e que a Convenção Internacional das Pessoas com Deficiência deixa claro no artigo 6º que as mulheres e meninas estão mais vulneráveis a sofrerem todo tipo de violência e cabe aos estados e partes criarem políticas de proteção e prevenção.
Nosso questionamento é o que falta para sermos VISTAS, INCLUÍDAS, RESPEITADAS E RECONHECIDAS COMO MULHERES, ENQUANTO PESSOAS e principalmente sermos reconhecidas COMO SUJEITAS E DETENTORAS DE DIREITOS.

Na nossa Carta das Mulheres com Deficiência temos propostas de políticas de enfrentamento que visam incluir as mulheres com deficiência na rede de atendimento.

2. Consolidar e fortalecer as redes de atendimento da política pública para mulheres com o recorte gênero e deficiência, adaptando e tornando plenamente acessíveis todos os equipamentos para atendimento às mulheres em situação de violência (centros de referencia, delegacias, casas abrigo, juizados) de forma a assegurar acesso e privacidade nesses locais.


3. Criar e divulgar número acessível para mulheres surdas e com dificuldades de fala notificarem casos de violência, potencializando o atendimento do disque 180 e pelo 0800 5410803 (Rede Lilás).


4. Garantir e divulgar levantamentos de dados sobre violência contra as mulheres com deficiência junto aos juizados especializados, que devem ser ampliados na perspectiva na inclusão.


5. Incluir no formulário do Boletim de Ocorrência o item “deficiência”.


6. Difundir a Lei Maria da Penha na rede de ensino, garantindo os formatos acessíveis e fortalecendo a cultura de respeito entre os gêneros e a diversidade entre as pessoas.


7. Capacitar agentes do serviço público (executivo, legislativo, judiciário, MP) para prestar atendimento adequado a mulheres com deficiência nas mais diversas áreas, mas em especial na área da saúde e violência, para que atuem de forma humanizada no atendimento às mulheres com deficiência.


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Dia nacional de Luta a Violência à Mulher.



Dia nacional de Luta a Violência à Mulher.
O dia de hoje marca mais um dia de luta e resistência quando o assunto os diversos tipos de violência.
Nós mulheres com deficiência paramos para refletir sobre este dia, o Grupo Inclusivass criado a três anos com o principal objetivo de garantir as políticas públicas para as mulheres com deficiência.
Vem lutando constantemente para acabar com as desigualdades de gênero e deficiência que nos coloca em maior vulnerabilidade social.
A violência estatal,institucional e governamental faz com as políticas existentes não incluam as mulheres com deficiência, não levando em conta as questões relacionadas ao gênero.
Mas esbarramos nas políticas quando os próprios conselhos de pessoas com deficiência se quer reconhecem esse recorte na busca e garantias de políticas públicas, e assim permanecemos no descaso da desigualdade.
É preciso estar nos diversos espaços e levar a agenda das mulheres com deficiência para assim sermos vistas.
Por isso neste dia de hoje podemos dizer:
NÓS EXISTIMOS E RESISTIMOS.
#Seguimosnalutasempre
Descrição:
Imagem retangular com fundo em branco.
Na parte inferior à varias bonequinhas de cores diferentes e entre elas com algum tipo de deficiência.
Abaixo uma faixa com fundo lilas e a frase na cor branca:
DIA NACIONAL DE LUTA A VIOLÊNCIA À MULHER.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Inclusivass no V Congresso Latino-Americano de Gênero e Religião


Em parceria pelo 3 ano consecutivo com o Programa de Gênero e Religião da Faculdade Est, estaremos lançando no V Congresso Latino-Americano de Gênero e Religião que inicia amanhã,23/08 o Pocket da Exposição Todas São Todas-A beleza não pode ser roubada.
Fotos de Daiane Peixoto.
O Pocket conta com 15 fotos da exposição e a capa de abertura impressa no formato de banner.
"Esta é uma exposição que nasce de trajetórias diversas, lutas, trabalhos e sonhos de mulheres diferentes pela sua deficiência e pelo enfrentamento de um cotidiano cheio de limites que a sociedade potencializa ao insistir em não vê-las. Ou vê-las a partir de rótulos criados para disfarçar o estigma. As fotografias da mostra concretizam um desejo que vai na contramão do enquadramento, em busca de um olhar sensível, não contaminado, que as perceba por inteiro.
A adequação a uma vida restrita, quase invisível, como ela se mostra para quem tem uma diferença, nunca bastou para essas mulheres, que não querem ficar presas à imagem de vítimas ou heroínas, em eterna superação. Querem ser admiradas, sim, mas para compensar a sua condição. O que move pessoas assim passa por outras vias. Querem atravessar o fantasma do preconceito que intimida e exclui. Querem experimentar o que aí está do jeito possível, à flor da pele, com intensidade e paixão, apesar dos tantos limites que o dia a dia impõe. Querem revelar o feminino que os olhares ao redor, muitas vezes prolongamentos dos seus próprios olhares, insistem em não ver.
“Que olhar é esse que de dentro de mim me espia?
Que olhar é esse que me afasta de mim?”
E são tantos os olhares a inquietar, desafiar, sufocar, amedrontar, sem ver.
Texto:Lelei Teixeira
Endereço: R. Amadeo Rossi, 467 - Morro do Espelho, São Leopoldo - RS, 93020-190
Descrição da imagem:
Borda inferior na cor lilas com a seguinte texto:Fotos de Daiane Peixoto POCKET DA EXPOSIÇÃO TODAS SÃO TODAS, abaixo imagem em preto e branco de Luciana Alberton em uma academia de dança, ela está em pé, com os braços abertos. Usa camiseta preta de mangas claras e curtas; na altura do peito está estampado em letras brancas: “EU DANÇO”. Logo abaixo, a estampa de um círculo claro com o desenho de duas mãos e a frase: “Cadica, danças e ritmo”. Tem lábios finos e usa batom escuro; a maquiagem realça seus olhos. Está concentrada e olha para frente. Atrás dela, em imagem desfocada, a academia.Ao lado a logo do projeto Todas São Todas com sua identidade visual.
Uma borda inferior e superior finalizam a imagem na cor lilas e com fundo branco com as seguintes informação:
Realização: Inclusivass(logo)
Apoio:Coletivo Feminino Plural e Programa de Gênero e Religião da Faculdade Est (logos)
Parceria: Fundo Fale Sem Medo e Fundo Social Elas(logos)

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Diálogo: Sexualidade e a mulher com deficiência


Na Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, quando toda(os) estão com as atenções voltadas para discussões e manifestações em defesa dos direitos das Pessoas com Deficiência, o Grupo Inclusivass estará realizando sua atividade com um tema que não é abordado pela sociedade, falar da sexualidade da mulher com deficiência é estarmos quebrando os Tabus e preconceits que são criados a cerca deste tema.
Por isso queremos fazer esta provoção e juntas construirmos um dialógo sem mitos, tabus, olhares e peconceitos
Convidamos todas(os) para uma conversa.
Descriçao do convite:
Convite sobre imagem fotográfica preto e branco de duas mulheres nuas sentadas no chão e enconstadas uma na outra. Imagem de pássaros brancos estão sobrepostas, criando uma nuvem suave.
Diálogo: Sexualidade e a mulher com deficiência.
Dia 24 de agosto de 2017 a partir das 17 horas no Santander Cultural. Rua 17 de Abril, número 1028. Praça da Alfândega, centro histórico, Porto Alegre, RS.
Realização: Inclusivass e Apoio: Santander Cultural

quarta-feira, 12 de julho de 2017

13o. Mundo de Mulheres e Inclusiva Ewelin


Acima temos o banner bilíngue do evento: 13o. Mundo de Mulheres e 11o. Fazendo Gênero: Transformações, Conexões e Deslocamentos (letras em lilás). À esquerda do título temos o símbolo, com fundo em lilás e letras brancas de forma maiúsculas MM - Florianópolis, de/30/07 a 04/08 de 2017

Entre 30 de julho e 4 de agosto de 2017 em Florianópolis, SC, Brasil, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 13º Congresso Mundos de Mulheres (MM) – um encontro internacional e interdisciplinar de e sobre mulheres – que acontecerá conjuntamente ao Seminário Internacional Fazendo Gênero 11 (FG), acessível na página: http://www.fazendogenero.ufsc.br/wwc2017/  
A temática que norteará o encontro é "Transformações, Conexões, Deslocamentos". Com isso, pretende alargar esse lugar de diálogo para uma perspectiva mundial, um espaço onde se possa ouvir outras vozes, novas propostas, valorizar saberes, ampliar horizontes de estudo e de ativismo. Incluindo um simpósio sobre a mulher com deficiência.
Ewelin Canizares, integrante do grupo Inclusivass, vai participar do Fórum de Debates, apresentando o Projeto Todas são Todas, sobre violência contra as mulheres com deficiência. Ewelin é mestre em química, atuante da área de meio ambiente, que possui deficiência física, portadora de polineuropatia, e atua desde 2015 no grupo. Os fóruns de debate são uma oportunidade única para as ativistas do movimento feminista, pois além de apresentar o trabalho desenvolvido por cada entidade, possibilita trocas de conhecimentos e de experiências, em várias áreas de interesse para as mulheres.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Filme CAROL no 11º Mostra Cinema e Direitos Humanos de Porto Alegre


Filme CAROL faz parte da mostra e esta sendo exibido em 26 estados e agora chega em Porto Alegre no 11º Mostra Cinema de Direitos Humanos.
Filme de Mirela Kruel conta a história de vida de Carol que aos 17 anos foi vitima de violência que a deixou cadeirante, Carol teve que vencer as marcas desta violência e seguir em frente, hoje é militante na causa.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:
Entrada Franca
Classificação:14 anos
Dia:07/06/17
Hora:16:00
Local: Cinemateca Capitólio (R. Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico)

Dia:09/06/17
Hora: 16:00 
Local: Cinemateca Capitólio (R. Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico)

Dia:10/06/17
Debate com presença de Mirela Kruel e Carol
Hora:17:00

Descrição da imagem:


Imagem retangular .da capa do filme “CAROL”, Sob um fundo que mostra o lago Guaíba, na orla da Praia de Belém Novo, temos no topo o texto, centralizado e em letras brancas pequenas, “Secretaria do Estado da Cultura”, “apresenta”. Logo abaixo o título, em letras grandes em marrom claro, “CAROL”.
Sob a orla visualiza-se uma cadeira de rodas preta. Por cima dela, esboços da cadeira, com ênfase nas rodas, em salmão e branco. E, a partir da cadeira de rodas, se forma um caminho imaginário traçado em branco sobre as águas do lago. 
Logo abaixo dos esboços, têm-se o texto, em letras brancas e pequenas, “um filme de Mirela Kruel”.