segunda-feira, 3 de agosto de 2026

EDITAL Nº 01/2026 CONCURSO DE ARTES VISUAIS Internet sem Violência: Elas Ocupam as Rede

 

Arte digital com fundo preto e detalhes em degradê roxo nas laterais. No centro, em destaque, aparecem os dizeres: "EDITAL", seguido de "Concurso Artes Visuais". Logo abaixo, o título do concurso: "Internet Sem Violência", com "Internet" em roxo e "Sem Violência" em laranja. Na parte inferior, a frase "Elas ocupam as redes" aparece em branco, em letras inclinadas.

Na base da imagem estão as logomarcas do projeto Elas em Rede – Escola Sem Violência, do Movimento Feminista Inclusivass, da EMEF Chapéu do Sol e do Fundo Elas+. A identidade visual utiliza as cores preto, roxo, branco e laranja, remetendo à campanha do Agosto Lilás e ao enfrentamento da violência digital.

Projeto Elas em Rede: Escola sem Violência

O Movimento Feminista Inclusivass, em parceria com a Escola Municipal de Ensino Fundamental Chapéu do Sol, com apoio do Fundo Elas+, torna público o presente Edital do Concurso de Artes Visuais "Internet sem Violência: Elas Ocupam as Redes", que integra as ações do Projeto Elas em Rede: Escola sem Violência e da campanha Agosto Lilás.

O concurso tem caráter educativo, artístico e cultural e busca estimular estudantes a refletirem, por meio da arte, sobre a prevenção das violências digitais contra meninas e mulheres, promovendo o respeito, a cidadania digital e os direitos humanos.

1. DOS OBJETIVOS

São objetivos deste concurso:

  • promover a educação para a cidadania digital;

  • incentivar a produção artística entre estudantes;

  • sensibilizar a comunidade escolar sobre as violências de gênero facilitadas pela tecnologia;

  • estimular o protagonismo estudantil na promoção de uma internet mais segura;

  • fortalecer ações de prevenção à violência contra meninas e mulheres;

  • valorizar a criatividade e a expressão artística dos estudantes.

2. DO TEMA

Internet sem Violência: Elas Ocupam as Redes

As obras deverão abordar um ou mais dos seguintes temas:

  • violência digital;

  • cyberbullying;

  • misoginia;

  • respeito nas redes sociais;

  • combate ao discurso de ódio;

  • igualdade de gênero;

  • internet segura;

  • inclusão;

  • acessibilidade digital;

  • protagonismo das meninas;

  • cultura de paz;

  • direitos das crianças e adolescentes na internet.

  • capacitismo

3. DOS PARTICIPANTES

Poderão participar do concurso estudantes regularmente matriculados do 6º ao 9º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Chapéu do Sol.

Cada estudante poderá inscrever uma única obra, observando as regras deste edital.

Não poderão participar:

  • estudantes integrantes da equipe de Jovens Multiplicadores do Projeto Elas em Rede: Escola sem Violência, em razão de sua participação na organização e execução das atividades do projeto;
  • membros da Comissão Organizadora;
  • membros da Comissão Julgadora;
  • familiares em primeiro grau dos integrantes da Comissão Julgadora.

4. DO TEMA

O tema do concurso é:

"Violência Digital contra Meninas e Adolescentes"

As obras deverão estimular a reflexão sobre a construção de uma internet mais segura, respeitosa, inclusiva e livre de violências, dialogando com a proposta do Projeto Elas em Rede: Escola sem Violência.

Os trabalhos poderão abordar um ou mais dos seguintes assuntos:

  • violência digital;
  • cyberbullying;
  • misoginia;
  • racismo;
  • capacitismo;
  • LGBTfobia;
  • discursos de ódio;
  • exposição de imagens íntimas ou pessoais sem consentimento;
  • perseguição virtual (stalking);
  • golpes virtuais;
  • sextorsão;
  • deepfakes;
  • inteligência artificial e seus riscos;
  • cidadania digital;
  • direitos das crianças e adolescentes na internet;
  • respeito nas redes sociais;
  • igualdade de gênero;
  • cultura de paz.

5. DAS MODALIDADES E ESPECIFICAÇÕES DAS OBRAS

Serão aceitos trabalhos inéditos e autorais nas seguintes modalidades:

  • Desenho;
  • História em Quadrinhos (HQ);
  • Tirinha;
  • Charge;
  • Cartum;
  • Ilustração.

As obras deverão ser produzidas manualmente, em folha tamanho A4, utilizando técnica livre, podendo ser empregados materiais como:

  • lápis grafite;
  • lápis de cor;
  • canetinhas;
  • giz de cera;
  • giz pastel;
  • tinta guache;
  • tinta acrílica;
  • aquarela;
  • nanquim;
  • colagem;
  • técnica mista.

Não serão aceitos:

  • trabalhos produzidos por Inteligência Artificial;
  • imagens impressas;
  • cópias de obras existentes;
  • trabalhos realizados por terceiros;
  • obras que contenham conteúdo ofensivo, discriminatório ou que violem direitos humanos. 

6. DAS INSCRIÇÕES

As inscrições serão gratuitas.

Período:

03 de agosto de 2026 até 14 de agosto de 2026.

Para efetivar a inscrição será obrigatório entregar:

  • ficha de inscrição devidamente preenchida;

  • autorização assinada pelo responsável legal;

  • obra artística;

Também será solicitado que o estudante:

  • siga o perfil oficial do projeto @elassemrede;

  • compartilhe a publicação oficial do concurso em suas redes sociais ou, quando não possuir perfil, o compartilhamento poderá ser realizado pelo responsável.

7. DOS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

Os trabalhos serão avaliados considerando:

Critério                                                                           Pontuação
Criatividade20 pontos
Originalidade20 pontos
Relação com o tema20 pontos
Qualidade artística20 pontos
Clareza da mensagem20 pontos

Pontuação máxima: 100 pontos.

Em caso de empate serão considerados:

  1. maior nota em relação ao tema;

  2. maior nota em criatividade;

  3. maior nota em originalidade.

Persistindo o empate, a Comissão Julgadora decidirá por consenso.

8. DA COMISSÃO JULGADORA

A Comissão Julgadora será composta por representantes:

  • do Movimento Feminista Inclusivass;

  • da EMEF Chapéu do Sol;

  • do Projeto Elas em Rede: Escola sem Violência;

As decisões da Comissão serão soberanas.

9. DO CRONOGRAMA

Etapa                                                Data
Publicação do edital                                                        03/08/2026
Lançamento e divulgação oficial                                                        07/08/2026
Inscrições                                                        03/08 a 14/08/2026
Avaliação das obras                                                       15/08 a 31/08/2026
Divulgação dos resultados
Cerimônia                                           
                                                       07/09/2026
                                                       11/09/2026



10. PREMIAÇÃO
Serão premiados:
  • 1º Lugar;

  • 2º Lugar;

  • 3º Lugar.

A Comissão poderá conceder Menções Honrosas.

Todos os participantes receberão certificado de participação.

A cerimônia de premiação acontecerá em 11 de setembro de 2026.

11. DOS DIREITOS AUTORAIS E DE USO DE IMAGEM

Os(as) participantes autorizam gratuitamente o uso das obras pelo Movimento Feminista Inclusivass, pela EMEF Chapéu do Sol e pelo Fundo Elas+, exclusivamente para fins:

  • educativos;

  • culturais;

  • institucionais;

  • científicos;

  • de divulgação do projeto.

As obras poderão compor:

  • exposições;

  • cartilhas;

  • materiais pedagógicos;

  • publicações;

  • redes sociais;

  • campanhas educativas;

  • mostras culturais.

A autoria será sempre identificada.

12. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

A inscrição implica na aceitação integral deste Edital.

Casos omissos serão resolvidos pela Comissão Organizadora.

A Comissão poderá desclassificar trabalhos que:

  • não atendam ao tema;

  • apresentem conteúdo discriminatório;

  • incentivem violência;

  • violem direitos humanos;

  • não sejam autorais.

Realização:

  • Movimento Feminista Inclusivass

  • Escola Municipal de Ensino Fundamental Chapéu do Sol

Apoio

  • Fundo Elas+

Projeto

Elas em Rede: Escola sem Violência

Instagram oficial: @elassemrede

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Lançamento do Projeto Elas em Rede: Escola sem Violência

 

Logomarca do projeto centralizada sobre um fundo branco.

À esquerda, a palavra "Elas" aparece em letras grandes na cor roxa, em uma fonte cursiva. Logo abaixo, a expressão "em" está escrita em preto, também em estilo manuscrito. Ao lado, a palavra "REDE" surge em letras maiúsculas brancas sobre um retângulo com degradê em tons de azul e roxo.

Acima da palavra "REDE", há uma ilustração vista de costas de cinco crianças caminhando de mãos dadas. No centro do grupo está uma criança usuária de cadeira de rodas. As demais crianças apresentam diferentes tons de pele, cores de cabelo e vestimentas, representando diversidade e inclusão.

Ao redor das crianças, linhas pretas com pontos azuis formam um símbolo que remete a conexões em rede.

Abaixo da logomarca, em letras maiúsculas azuis, está o texto "ESCOLA SEM VIOLÊNCIA".

O Movimento Feminista Inclusivass lançou o projeto Elas em Rede: Escola sem Violência, uma iniciativa realizada em parceria com a Escola Municipal de Ensino Fundamental Chapéu do Sol e com o apoio do Fundo Elas+.

O projeto busca prevenir e enfrentar a violência de gênero facilitada pelas tecnologias, promovendo uma cultura de respeito, igualdade e cidadania digital entre crianças e adolescentes.

Ao longo da execução serão desenvolvidas diversas ações, entre elas:

  • formação de jovens multiplicadoras, fortalecendo o protagonismo estudantil na prevenção das violências;

  • oficinas sobre violência digital, cyberbullying, misoginia, discurso de ódio, consentimento e segurança na internet;

  • atividades educativas com estudantes, famílias e equipe escolar;

  • pesquisa sobre o uso das redes sociais e a percepção da violência digital no ambiente escolar;

  • elaboração de uma cartilha educativa sobre violência digital contra meninas e adolescentes;

  • produção de materiais de comunicação e campanhas de conscientização;

  • fortalecimento da rede de proteção e promoção dos direitos de meninas e adolescentes.

O Elas em Rede acredita que a escola é um espaço fundamental para a construção de relações baseadas no respeito, na igualdade e na garantia de direitos. Ao formar jovens multiplicadoras e envolver toda a comunidade escolar, o projeto contribui para uma internet mais segura e para uma sociedade livre de violências.


terça-feira, 14 de abril de 2026

Educação Inclusiva para quem?

No topo, aparece um logotipo com borboletas coloridas e o nome “Inclusivass”, ao lado de letras grandes e coloridas “ABC”. Ao centro, em destaque, está o título “Educação Inclusiva”, seguido da frase “para quem?” e o nome “Bruna Schatschineider”.

Ao redor do título há elementos escolares ilustrados, como lápis, tesoura, borracha, clipes e um personagem em forma de lápis usando chapéu de formatura e segurando uma varinha.

Na parte inferior, há três crianças desenhadas sentadas no chão, interagindo com materiais escolares. Uma delas usa óculos, outra segura um livro, e todas estão sorrindo. Ao lado direito, há a ilustração de uma mulher em pé, vestindo roupa azul e segurando uma bengala, representando uma pessoa com deficiência visual.




No Dia Mundial da Educação Inclusiva, 14 de abril, denunciamos a realidade vivida por meninas com deficiência nas escolas do Rio Grande do Sul.


Garantir o direito à educação não é apenas garantir matrícula. É assegurar acesso, participação, permanência e aprendizagem. Quando isso não acontece, o que vemos é a reprodução de desigualdades estruturais.


Nas escolas, estudantes com deficiência ainda enfrentam barreiras cotidianas: materiais não adaptados, espaços físicos inacessíveis, ausência de recursos de comunicação, falta de apoio especializado e práticas pedagógicas que ignoram diferentes ritmos de aprendizagem.


A falta de políticas públicas consistentes e de investimento em educação inclusiva produz e mantém essas barreiras. Quando acessibilidade, formação docente e recursos pedagógicos não são prioridade, a exclusão deixa de ser exceção e passa a fazer parte da estrutura do sistema educacional.


Mas essas barreiras não atingem todas as pessoas da mesma forma. Meninas com deficiência enfrentam uma dupla desigualdade: o capacitismo e as desigualdades de gênero. Enquanto meninos com deficiência, em muitos contextos, recebem mais incentivo à autonomia e à participação, meninas são frequentemente superprotegidas, desacreditadas ou mantidas sob expectativas mais baixas de aprendizagem.


Essa diferença de tratamento reforça papéis de gênero dentro da própria escola e limita o acesso das meninas com deficiência às mesmas oportunidades educacionais oferecidas aos meninos.


Esse cenário revela o capacitismo institucional. Ele aparece quando a inclusão é celebrada no discurso, mas não garantida na prática; quando adaptações são adiadas; quando a responsabilidade pela inclusão recai sobre famílias ou sobre as próprias estudantes.


Também é fundamental garantir a participação efetiva das profissionais da educação na construção pedagógica de práticas inclusivas, com recursos acessíveis que possibilitem a presença, a voz ativa e a participação das estudantes com deficiência nos processos de aprendizagem.


Sem acessibilidade pedagógica e sem o reconhecimento da experiência das próprias profissionais e estudantes com deficiência, a escola segue reproduzindo exclusões.


O capacitismo também atinge profissionais da educação com deficiência. Professoras enfrentam barreiras de acessibilidade, desconfiança sobre suas capacidades e ausência de condições adequadas de trabalho, o que limita sua participação plena nas instituições escolares.


Educação inclusiva não pode ser tratada como improviso ou boa vontade. Ela exige compromisso público: formação docente contínua, acessibilidade física, comunicacional e pedagógica, recursos adequados e participação ativa das próprias pessoas com deficiência na construção das políticas educacionais.


Sem políticas públicas efetivas, investimento e reconhecimento das desigualdades de gênero, meninas com deficiência continuarão enfrentando mais obstáculos para acessar e permanecer na escola.


Neste 14 de abril reafirmamos: educação inclusiva é direito, é política pública e é responsabilidade coletiva.


Bruna Schatschineider