quarta-feira, 25 de março de 2015

se essa rua fosse nossa- Depoimento de uma vitíma de estrupo

A imagem ilustra um fundo na cor cinza escuro com ilustração de dois olhos fechados onde só vemos os cílios e do lado direito uma gota de lágrima na cor vermelha. 

Aconteceu com uma de nós. E dói em todas nós.

"Foi há uma semana mas ainda me desce seco pela garganta.

Era segunda-feira, meio-dia. Um dia depois do dia da mulher. Parecia mentira que um dia antes eu estava no mesmo lugar, conversando com minhas irmãs sobre respeito e liberdade, com alguma esperança preenchendo meu coração.

Voltando da aula, desci do ônibus na Av. João Pessoa, última parada, próxima a Rua da República. Meu trajeto seria o mesmo de sempre: atravessar a rua e caminhar pela Rua José Bonifácio até o Bom Fim. Esse trajeto era o melhor possível, por mais que atravessar o Parque da Redenção a pé fosse muito mais próximo. Já resignada com o fato de que minha rotina seja pautada pela insegurança, desci e fui.

Eu caminhava rapidamente - acompanhada pelo medo de tudo-de-ruim que poderia me acontecer. Acho que toda mulher sente isso ao passar por esse tipo de local. Mas nesse dia, meus medos não ficaram só na minha mente.

Pelas minhas costas, dois homens me agarraram e me arrastaram pra dentro do Parque da Redenção. Eles me taparam a boca e meus gritos eram abafados pelos dedos dos meus agressores e o tráfico de carros da rua. Não lembro muito bem como eles eram - sem camisa, calção preto amarrado por um cordão de tênis, um deles tinha cabelo raspado descolorido - mas lembro e muito de cada minuto da agressão que eles me causaram.

Um deles estava por trás de mim e outro pela frente. As mãos rápidas e vorazes passeavam por todo meu corpo. E pra quem ficou com dúvidas, todo mesmo: bunda, peitos, vagina. Há essa hora eu já gritava muito e meus gritos se ouviam de longe, porém todos que passavam, e também outros que estavam ali, pareciam ver uma cena cotidiana. Ninguém se solidarizou ou sequer parecia ver aquilo com espanto. E eles continuavam: sentia as quatro mãos como lâminas no meu corpo. Não sei ao certo se pelo medo de alguém ouvir meus gritos ensurdecedores ou pelo esgotamento de interesse em mim, em um certo ponto eles pararam. Reviraram minha bolsa e só pegaram meu celular. Atiraram minha bolsa em cima de mim e saíram correndo. Meu valor estava ali taxado: o preço de um smartphone popular.

Eu fiquei ali, violada, no chão junto com minhas coisas. Enquanto me levantava tremendo, um homem muito bem vestido com roupas de academia passou correndo por mim. Ele diminuiu a velocidade ao me ver no estado que estava. Por alguns instantes cheguei até pensar que ele falaria comigo, porém ele passou batido. Ao perceber que ali não encontraria ajuda, ou pior, poderia "acabar" de ser abusada, saí correndo até minha casa.

Não tenho palavras pra descrever a dor e o pânico que senti, ou que vi nos olhos dos meus. A ira e o ódio também eram sentimentos presentes, assim como o medo, a insegurança e a profunda descrença na existência do bem nesse mundo.

Como seria de se esperar, fui a polícia procurar ajuda e relatar o que me aconteceu. Por mais que sentisse extrema resistência, afinal tenho tanto medo da polícia como tenho dos meus agressores.

Chegando na Delegacia da Mulher (no Palácio da Polícia, perto da João Pessoa), imediatamente fui atendida por um policial homem (acho que não preciso explicar aqui os motivos do porquê isso me agride). Após relatar brevemente meu caso, fui orientada a preencher uma ficha de cadastro e aguardar o atendimento. Logo após, uma policial chamou-me ao balcão. Ali, na recepção da delegacia, na frente de todos, tive que relatar sem pudores o que me aconteceu e recebi uma resposta direta e objetiva: "Tu sabe que vai fazer a ocorrência porque tu quer, né? Não podemos fazer nada pra te ajudar". E me vi ali, tendo que convencê-la da importância do meu relato, nem que seja pra "virar estatística".

Fomos até o gabinete pra de fato fazer o B.O. De portas abertas para a recepção, assim como o gabinete ao lado, no qual outra mulher aos prantos relatava um caso pesado de violência doméstica. Contei minuciosamente cada detalhe do que aconteceu. Durante meu relato, várias vezes tive que escutar frases como "mas tu não foi de fato estuprada, não é?", "como assim tu não foi conversar com as testemunhas oculares que estavam no local?", "fica difícil te ajudar se tu não me disser mais detalhes sobre eles", "a polícia não tem culpa, o Estado cortou a hora extra e por isso não tem policiamento na rua". Ao fim da ocorrência, a policial me pergunta se pode me dar um conselho "fora do registro" e dispara: "Sinceramente, acho que vale mais a pena tu comprar um spray de pimenta e ir pra Zero Hora. Teu caso não vai dar em nada". Ou seja, de acordo com a Polícia Civil, eu mesma sou responsável pela minha própria segurança. Não posso contar com sua proteção.

Depois de tanto banho de água fria, de uma instituição que - em um mundo perfeito muito longe daqui - deveria me fazer sentir segura, o absurdo ainda não havia acabado. Feita a ocorrência, fui orientada a me dirigir ao Departamento Médico Legal para fazer o exame de corpo de delito. Dei a volta na quadra (o DML também fica no Palácio da Polícia) e entrei no prédio escuro e fétido. O homem na recepção, que me olhava dos pés a cabeça, mal perguntou meu nome e me disse pra subir as escadas e "não reparar porque o prédio estava sem luz".

No andar superior, pra minha surpresa, na mesma sala que eu estavam mais ou menos 15 presos, todos homens, algemados, com 5 oficiais do BOE armados com escopetas. Todos eles me olhavam fixamente e eu também olhava pra eles: incrédula. Qualquer um deles poderia ser um dos meus agressores. Notado o meu desconforto, um dos oficiais me informou da existência de uma sala de espera exclusiva para mulheres e lá aguardei o atendimento. Uma mulher veio falar comigo, perguntou o que aconteceu e eu relatei. Apesar do mesmo discurso ouvido na delegacia, com frases do tipo "mas se ele não teve relações sexuais contigo nem sei porque tu tá aqui", eu insisti fazer o exame. Mas desisti logo que fui informada que ele seria feito por um perito (que nem médico é) homem. Uma vítima de estupro - sim, por lei meu relato já se enquadra como estupro - tendo que ficar nua, num prédio sem luz, sem a acompanhamento de um familiar, com um homem.

Voltei pra casa desolada com tanto absurdo. Eu, uma menina branca, social e economicamente privilegiada, passei por esse atendimento terrível e opressor, exatamente do órgão que deveria me amparar numa situação como essa. Imagine mulheres em estado de vulnerabilidade social o que passam? Falta de tato, humanidade, respeito, cuidado. Em momento nenhum me foi oferecido sequer apoio psicológico, o que é evidente que eu precisaria numa situação dessas.

Esse relato foi a única forma que encontrei de gritar por ajuda. Não podemos contar com a boa fé das pessoas, não podemos contar com a polícia, não podemos contar com o estado. Estamos à mercê de uma sociedade violenta e escatológica. O medo faz parte de nossas rotinas e infelizmente ele é a única coisa que nos protege, quando ele ainda nos impede de circularmos livremente por nossa cidade e vivermos nossas vidas. A vida não tem valor. O corpo não tem valor. A liberdade não existe.

O que mais me choca é que, enquanto escrevo, muitas mulheres passam pelo mesmo. E muitas, mas muitas pessoas, nem sequer sabem da existência desse problema social. Espero que as palavras que escrevo com dor sirvam pra reflexão de tantos que menosprezam a importância da luta das mulheres por uma sociedade mais segura, justa e solidária."


Fonte: Página Facibook: se essa rua fosse nossa.

Jean Wyllys apresenta projeto para legalizar o aborto no País

Na imagem vemos Jean Wyllys assinando e protocolando o projeto.

Na contramão das propostas da bancada conservadora que ganharam destaque na Câmara dos Deputados nesta legislatura, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) protocolou hoje projeto de lei que estabelece a política pública para saúde sexual e regulamenta a interrupção da gravidez indesejada. O PL 882/15 prevê a legalização do aborto até 12 semanas de gestação no Sistema Único de Saúde (SUS) se a mulher assim o quiser.

"Precisamos tornar essa pauta uma política pública, independente de ser contra ou a favor da interrupção voluntária da gravidez indesejada", defendeu o parlamentar em sua conta no microblog Twitter.
No texto do projeto, o deputado propõe que o Estado "garantirá o direito à reprodução consciente e responsável, reconhecendo o valor social da maternidade na garantia da vida humana, e promoverá o exercício pleno dos direitos sexuais e reprodutivos de toda a população, entendendo-se que a interrupção voluntária da gravidez não constitui um instrumento de controle de natalidade". O projeto diz que o direito à maternidade é voluntário e reconhece à mulher decisão sobre ter filhos, quando e como tê-los.
"O aborto é, hoje, um assunto proibido em quase todos os espaços, e não importa o motivo para a interrupção da gravidez. O assunto é tratado como tabu, evitado em quase todas as campanhas eleitorais e a prática é criminalizada segundo o Código Penal", argumentou o deputado no Twitter.

Fonte:http://noticias.r7.com/

Vídeo tocante mostra irmãs cegas enxergando o mundo pela primeira vez.


Na imagem foto da menina cega e em volta de seus rosto as mãos tomam conta dele.


Na Índia e em outros países subdesenvolvidos, a cegueira é uma epidemia – desde crianças recém nascidas a pessoas com 80 anos, todos podem, de repente, contrair o problema.

Em especial, as irmãs indianas Sonia e Anita, de 12 e 6 anos, nasceram sem visão também, e o caso de cegueira delas poderia ser resolvido com uma cirurgia que dura 15 minutos. Trata-se uma técnica que restaura a visão, mesmo que a pessoa tenha nascido cega e o procedimento é simples: o cristalino do paciente é removido e reposto com lentes artificiais que custam 2 dólares. Ao todo, a intervenção custa 300 dólares.
Na imagem a foto das duas irmãs.

Quem faz todo esse trabalho é a ONG 20/20/20, especialista nesse tipo de procedimento, que devolveu a visão às irmãs Sonia e Anita e a muitas outras pessoas, em mais de 40 países. A cegueira nesses países com comunidade rurais e mais afastadas dos centros urbanos causa dor e sofrimento, pois a pessoa que fica cega não pode continuar seu plantio (normalmente, a única fonte de renda), as mulheres perdem seus maridos e todas as chances de ter uma vida digna.

Na imagem as irmãs dão risada e o menor esta de óculos.
No vídeo abaixo feito pela ONG, é mostrado o acompanhamento das irmãs nas suas vidas antes da cirurgia, o pré-operatório, e finalmente a remoção das bandagens. O que se segue é arrebatador, com as duas a conseguir enxergar o mundo pela primeira vez. Vale a pena ver:

Link abaixo:




Para ajudar e saber mais sobre esse trabalho fabuloso, entre no site da ONG aqui.







segunda-feira, 23 de março de 2015

Homenzinhos de Merda ganham esmalte.


Quando tu achou que a Risqué tinha atingido todo o seu potencial de nomes ridículos com os esmaltes “Risoto de Mandioquinha” e “Marshmallow de Alfazema”, lá vai ela e nos prova o contrário.

Com uma linha homenageando ideais românticos machistas e homens que não fazem nada além do mínimo, eis que surge a já clássica:


Já que pode parecer exagero, eis um exemplo:



Também conhecido como: Bora festejar o André fazendo uma vez o que a Lúcia faz diariamente



E tem mais!


Em ordem: João disse eu te amo, Guto fez o pedido!!, Zeca chamou para sair, Fê mandou mensagem, André fez o jantar, Leo mandou flores.



Isso sem contar essa chamada:

A imagem acima ilustra alguns esmaltes ao redor de vários outros objetos, entre eles máquina de escrever e porta retrato e a frase que eta escrita abaixo:

O assunto número 1 das conversas das mulheres é, é claro, homem. Pois tudo no mundo gira em torno de piroca, obviamente. (dica: NÃO)

Ficamos chocadas de ver que não são apenas as marcas onde somos apenas parte do público, mas também aquelas cujo público é essencialmente de mulheres que reforçam ideias cagadas sobre quem somos, quais nossas aspirações e até o papel do homem nisso.

(dica: uma linha mulheres maravilhosas seria muito bem vinda e, certamente, faria muito sucesso)

Para poupar os babacas do esforço do argumento “essas feminazis só sabem reclamar“, eis 6 cores que gostaríamos mesmo de ver:
Imagem ilustra três esmaltes d campanha.



Lúcio paga a pensão: em dia, sem precisar de juíz, pois sabe que é apenas sua obrigação

Eduardo cansou de racismo: e está se empenhando em superar seu racismo internalizado

Vinícius é abortista: e defende o aborto legal e seguro para que mais nenhuma mulher morra

Gustavo não quer ser feministo: portanto, alinha sua fala e suas ações

Otávio defende a lei do feminicídio: pois considera óbvio reconhecer as coisas pelo que são

Vítor respeita as mina: e sabe que isso é apenas o mínimo

E como somos maravilhosas e não temos a menor vontade de deixar passar em branco marca machistinha sem tirar uma onda, em pouco tempo a #HomensRisqué ganhou o Twitter, fazendo uma crítica bem direta ao que está por trás dessa campanha (dica: machismo)




Imagem acima tem esta frase e ilustra uma mão pintada.
Sinto muito que tu tenha estragado teu esmalte destruindo o patria
rcado

Fonte:http://lugardemulher.com.br/

Supermercados de Maceió devem fornecer carrinhos para deficientes


As pessoas com deficiência física que sentem dificuldades de circular em supermercados e hipermercados de grande porte localizados em Maceió provavelmente terão o problema resolvido. Nesta quarta-feira (18), o presidente da Câmara Municipal, Kelmann Vieira (PMDB), promulgou uma lei que obriga a utilização de um equipamento facilitador de locomoção com cesto de compras.
A lei nº 6.368 foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM). De acordo com a publicação, todos os supermercados, hipermercados e centros comerciais com área superior a 200 m² são obrigados a manterem à disposição dos clientes com deficiência física um equipamento que facilite a locomoção durante as compras.
A lei determina ainda uma quantidade mínima de carrinhos especiais a existir nos estabelecimentos, número que deve ser proporcional a área do local. Os equipamentos oferecidos devem ser do tipo triciclo, triciclo motorizado ou cadeira de rodas
As empresas também devem manter funcionários treinados na operação dos equipamentos para instruir os clientes. Ainda segundo a publicação, placas informativas deverão ser colocadas em locais visíveis na entrada do estabelecimento.
Caso as empresas não cumpram as determinações, serão penalizadas com multas, suspensão das atividades e cassação do alvará de funcionamento. Os supermercados e hipermercados terão o prazo de 90 dias para cumprir a regulamentação.


Fonte: G1 AL

Uma reflexão sobre planos de saúde e direitos das pessoas com deficiência.


Sabe-se que o reajuste da mensalidade de planos de saúde por mudança de faixa etária fere o Estatuto do Idoso (lei 10741/03). Em seu artigo 15, parágrafo 3º, lê-se que está vedada a discriminação do idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade.


Numa manobra das operadoras dos planos de saúde, contudo, o tema também foi regulamentado pela resolução 63 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que definiu os limites a serem respeitados para a adoção de preço por faixa etária nos planos privados de saúde contratados a partir de 2004. Para eles, não pode haver aumento a partir dos 60 (sessenta) anos. 
Nesse sentido, de acordo com a ANS, antes de atingir essa idade, o consumidor pode sofrer aumento por mudança de faixa etária.
Maquiavelicamente, instituíram 10 faixas etárias que variam de 0 a 58 anos, deixando as pessoas que completam 59 anos, um ano antes de ser consideradas idosas e sem que possam ser enquadradas no Estatuto do Idoso, expostas às correções abusivas nos valores das mensalidades e a mercê de interesses espúrios dessas famigeradas operadoras de planos de saúde.
Ainda que o reajuste aos 59 anos encontre respaldo no ordenamento legal vigente, ele será nulo quando verificada abusividade e excessiva onerosidade para as pessoas. No caso de pessoa com deficiência, mais grave ainda, por desconsiderar que as mesmas têm características específicas de dependência sensorial/funcional, com substantiva necessidade de arcar com despesas adicionais para contratação de acompanhante/cuidador, essenciais para ajudar no desempenho das atividades cotidianas.
Destarte, admitir tão elevado aumento em idade crítica significaria, sobretudo, inviabilizar a continuidade do contrato por parte do consumidor, após longos anos de contribuição, o que, à luz da Constituição Federal, não se admite. Menos admissível à pessoa com deficiência, cujo processo de reabilitação deve ser de longo prazo e de custos elevados, sob pena de graves comprometimentos ósseos, articulares, musculares, auditivos, visuais, etc.
Importante destacar que, de acordo com o artigo 6º, III e IV, do Código de Defesa do Consumidor (CDC), o consumidor tem direito à informação adequada e clara sobre os diferentes serviços, com especificação correta de características como qualidade e preço, sobre os riscos que apresentem, bem como à proteção contra a publicidade enganosa e abusiva. Da mesma forma, contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços. O artigo 46 prevê que os contratos que regulam as relações de consumo não podem obrigar os consumidores se não lhes é dada a chance de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo ou se forem redigidos de maneira a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance.
Uma vez imposta ao consumidor tal prática abusiva, resta-lhe recorrer ao Judiciário para, com base no Código de Defesa do Consumidor, afastar tais reajustes.

As ações judiciais, inclusive, encontram apoio na jurisprudência para respaldar o questionamento contra reajustes abusivos nos planos de saúde, a exemplo do emitido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (Apelação Cível nº 0070305-70.2010.8.26.0224).
Lamentavelmente, o que se constata na vida prática não é bem isso, as coisas transcorrem em letárgico ritmo, frequentemente, favoráveis às operadoras de planos de saúde. Dando voz a inúmeros pares, registro minha experiência para ilustrar o que ocorre nos bastidores desse injusto, desigual e desumano embate.

Cliente da UNIMED há anos, quando completei 59 anos, recebi um mês após, boleto com reajuste substancialmente abusivo. Entrei em contato com a operadora e me foi informado que constituía regra e vigoraria a partir de então, exceto se optasse por abandonar o plano. Tentei contra-argumentar, mas não me deram ouvidos. Indignado, acionei a justiça através de advogado particular, paguei taxa custas processuais, aguardei três anos para receber a sentença, obviamente, pagando as mensalidades absurdas, para não ficar sem atendimento de saúde e de reabilitação. Para minha surpresa, de requerente/solicitante passei a condição de réu, pois, o magistrado, sequer me convocou para ver averiguar a situação em seu aspecto humanitário, ouvir a parte mais vulnerável do processo, permitir me apresentar idoso e cadeirante, consequentemnte, com mais despesas para sobreviver com dignidade.
Como bem pontua Roberta Cruz da Silva, no Manual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Ed. Saraiva, 2012, o direito à saúde – além de qualificar-se como direito fundamental que assiste a todas as pessoas – representa consequência constitucional indissociável do direito à vida. O Poder Público, qualquer que seja a esfera institucional de sua atuação no plano da organização federativa brasileira, não pode mostrar-se indiferente ao problema da saúde da população, sob pena de incidir, ainda que por censurável omissão, em grave comportamento inconstitucional.
Para complicar mais ainda meu cotidiano, por determinação judicial, tive bloqueados em três contas bancárias valores que me impediram de pagar despesas correntes, embora um dos bloqueios suprisse valor estipulado pela sentença, enquanto os demais ocorreram por limitações do sistema, segundo informaram. Como admitir limitações do sistema, quando a tecnologia digital dispõe de instrumentos para transmissão de dados e imagens, inclusive de outros planetas?
Quanto descuidado, inversão de valores, autoritarismo. Será mesmo tão difícil o reconhecimento de que os objetos que constituem processos judiciais envolvem também pessoas de bem e com direitos de se manifestar, além dos advogados que as representem? Afinal, muito precisa ser mudado na conjuntura da sociedade brasileira, em particular, na esfera judicial.
Enquanto a mídia nos apresenta diariamente bandos de corruptos livres, de bolsos cheios e abastadas contas bancárias em paraísos fiscais mundo afora, circulando impunes, num cenário de falta de merenda escolar, do sucateamento da saúde, entre outras farras com recursos públicos, a imagem da deusa Têmis mantém-se convenientemente de olhos vendados com uma balança na mão a pender para o lado mais forte.





Fonte: Wiliam machado - saci.org.br e Blog APNEN Nova Odessa

quinta-feira, 19 de março de 2015

É hora de rever os seus conceitos sobre os deficientes físicos.


A imagem ilustra cenas mais quentes de posições entre cadeirante do mesmo sexo e oposto.

Mulheres com deficiência sofrem com machismo e ainda se encontram oprimidas pela discriminação sociocultural que as inferioriza e as exclui.
 
ARTUR DE FRANCISCHI
  Arte:VIC MATOS

Já é sabido que vivemosem uma sociedade que louva um padrão de beleza, reforçado pela grande mídia, inatingível para meninas e mulheres no mundo todo. O resultado disso traz sequelas na autoestima dessas mulheres, que não se enquadram nesse ideal rígido de beleza.



Sua inteligência, suas realizações, seu trabalho e seu caráter pouco valem quando não possuem a aparência cobrada, algo tão doentio e tão propagado. Isso torna a vida das mulheres que possuam qualquer deficiência ainda mais difícil, já que além de não correspondem às expectativas sociais, ainda sofrem com a discriminação sociocultural.

“Viver em uma sociedade preconceituosa desenvolvida pela cultura de massa, onde uma mulher tem que ter aparência da Barbie, leva mulheres com deficiência a sofrerem pela deficiência. Ou seja, não se encaixam nos padrões,” explica Carolina dos Santos, coordenadora do coletivo feminino Inclusivass, de Porto Alegre.

Criado em 2014, o Inclusivass é composto por mulheres com e sem deficiência, que buscam fortalecer a luta pelos direitos e as políticas públicas para as mulheres deficientes. Carolina acredita que elas “precisam ter força de vontade e lutar para enfrentar obstáculos que ocorrem no sistema educacional, no convívio social, no trabalho, nas relações afetivas e nas condições socioeconômicas.”


ACERVO PESSOAL
Mila Correa D’Oliveira é psicoterapeuta e possui amiotrofia espinhal tipo II

A forma paternalista como tratamos as mulheres (e homens) com deficiência em nada contribui para que elas sejam vistas como seres autônomos ou, em outras palavras, seres humanos inteiros, que não precisam do olhar caridoso.

“Esses dias, eu estava conversando sobre meu carnaval, [sobre] as inúmeras pessoas que me param na rua para me ‘parabenizar’ por estar ali, como se eu tivesse que ficar em casa me lamentando. Ou aqueles que vêm me dar um beijo na testa, com olhar de pena, como se eu fosse um ser especial,” recorda a psicoterapeuta Mila Correa D’Oliveira.

“Alguém beija na testa gente com deficiência em festinhas e baladas? Nesses lugares em que todo mundo sai para paquerar, eu pessoalmente nunca fiquei com ninguém, porque é isso que eu recebo: olhares curiosos, tapinhas nas costas, parabenizam meus amigos ‘que bom que você trouxe ela para se divertir’.”

Mila possui amiotrofia espinhal tipo II, uma doença degenerativa congênita que causa a morte dos neurônios motores. São eles os responsáveis pelo estímulo do movimento dos músculos, acarretando assim uma fraqueza em todo o corpo, mas que não interfere em sua sensibilidade e a capacidade cognitiva. Ela acredita que “todas as observações que as pessoas fazem, são geralmente cercadas pelo véu das boas intenções, mas elas não veem que estão fazendo algo errado ao nos tratar como se fôssemos extraterrestres, porque pouco se fala disso,” diz.

“Quando nós apontamos algum equívoco, sofremos um pouco do ‘Ah, mas você está sendo intolerante, ela só quis ajudar’, dificultando ainda mais a conversa e a quebra desses preconceitos.”


Observações são cercadas pelo véu das boas intenções, mas dificultam a quebra de preconceitos.


Para muita gente, pessoas com deficiência existem apenas para inspirar quem não está na mesma condição que a delas, ainda que isso ocorra inconscientemente. Em um discurso para a plataforma TED Talks, a jornalista e comediante australiana Stella Young, explica que pessoas com deficiência são objetificadas a fim de beneficiar outro grupo de pessoas.

Ao mostrar imagens que circulam pelas redes sociais de deficientes com frases motivadoras, diz que “o propósito dessas imagens é inspirar você, motivar você, para então podermos olhar para elas e pensar: ‘Bem, por pior que seja a minha vida, poderia ser pior. Eu poderia ser aquela pessoa’. Mas e se você for aquela pessoa? Eu já perdi a conta do número de vezes em que fui abordada por estranhos querendo me dizer que eles me acham corajosa ou inspiradora, e isso foi muito antes do meu trabalho ter qualquer tipo de visibilidade pública. Eles só estavam meio que me parabenizando por eu conseguir levantar de manhã e lembrar meu próprio nome. E isso é objetificar”.

Essa objetificação acompanha uma série de estereótipos que acompanham a mulher com deficiência, o que as exclui ainda mais da sociedade. “Sofremos discriminação de gênero e sociocultural. O machismo é uma delas porque coloca as mulheres em patamar inferior. A violência contra as mulheres é um exemplo disso. [Há] Também, as desiguais oportunidades de profissionalização, trabalho, emprego etc,” comenta a coordenadora do Inclusivass. “Ademais, existem os estereótipos em torno das mulheres com deficiência, que podem ter uma vida afetiva normal, dentro das suas possibilidades e singularidades. Apesar de sermos vistas, muitas vezes, com olhares piedosos ou preconceituosos, nós podemos sim amar e sermos amadas,” diz.

“Acredita-se que a mulher com deficiência não tenha sexualidade. Ela tende a ser vista de forma infantilizada, a ser protegida e cuidada – esta postura é bastante comum, especialmente com adolescentes com deficiência mental. Outro equívoco é vê-las como assexuadas, que devem ser tratadas apenas como ‘amigas’,” continua Carolina. “Um estigma é de que mulheres cadeirantes não podem ter filhos e que mulheres com deficiência visual teriam um toque mais sensível o que tornaria o sexo mais prazeroso. Precisamos levar a informação a sociedade e desconstruir estes mitos voltados a nós.”


Movimentos sociais precisam incluir o deficiente em suas pautas.

A deficiência não é – ou não deveria – ser um impeditivo para relacionamentos, no entanto, a falta de conhecimento gera um distanciamento entre pessoas com e sem deficiência. “No que diz respeito a amizades, eu particularmente nunca tive problema, mas eu vejo outras pessoas com deficiência relatarem um certo afastamento em alguns ambientes. Em relacionamentos amorosos, considero que seja ainda mais difícil. Devo isso a uma série de estereótipos que colocam em nós,” explica a psicoterapeuta Mila. “Primeiro, a de que pessoas com deficiências são pessoas boas, quase anjos. Geralmente nos veem como seres bons, ‘heróis’ que superam as dificuldades e com isso esquecem que somos pessoas como qualquer outra, com os mesmos sentimentos humanos de dor, medo, alegria, tesão e inveja.”

“Fazem parecer que nossa vida é mais difícil que a de qualquer outra pessoa e que quem estiver conosco, num relacionamento, vai passar privações, tendo que fazer o papel de ‘cuidador’. Sempre quando ouço isso, penso: ‘nossa então quem cuidou de mim todo o tempo que estive solteira’? É claro que, assim como todo mundo, vão ter coisas que nós não podemos fazer, mas isso não significa que nossas vidas sejam esse fardo horrível,” conta ela, revelando que teve dois namorados e também já ficou com outros rapazes.

“Meus namoros me fizeram bem felizes, à época. Tive meu primeiro namorado aos 19 anos e durou 2 anos. Somos grandes amigos até hoje. O outro foi um ano mais tarde e durou apenas um ano, mas também foi importante para o meu autoconhecimento,” completa.


ACERVO PESSOAL
Aline Dias Jerônimo é portadora de mielomeningocele e namora há alguns meses

Relacionamentos são sim possíveis, como é o caso de Aline Dias Jerônimo, portadora de mielomeningocele, um problema na medula que ocorre no primeiro trimestre de gravidez e traz diferentes sequelas ao bebê. No seu caso, ela nasceu sem as cinco vértebras lombares, e com má formação nos membros inferiores. Através de seu primo, ela conheceu Glauber dos Santos, com quem namora há alguns meses.

“Os dois me ajudaram a fazer a mudança quando mudei de casa. Nossa vida a dois é ótima,” confessa ela, que trabalha como técnica administrativa do SENAC de Araraquara. “Um relacionamento ideal é aquele em que duas pessoas compartilham momentos e se sentem bem. Independente de terem deficiência ou não,” aconselha.

O que é necessário é que haja um aprofundamento na questão das pessoas com deficiência, algo que é pouco discutido nas escolas, que deveriam ser espaços de integração, e não de exclusão. “Escolas são inacessíveis e não permitem que crianças com deficiência frequentem o ambiente escolar, fazendo com que crianças sem deficiência não aprendam a lidar com as diferenças. 1 em cada 7 brasileiros têm deficiência. Quantos deles você vê alcançando cargos de professores, juízes, andando nas ruas, no transporte público?,” acredita Mila D’Oliveira.


Um equívoco é ver o deficiente como alguém como assexuado

“[É] Porque essas pessoas estão presas em suas casas pela falta de acessibilidade nas escolas, nos locais de lazer, nos prédios públicos. Isso diminui a convivência das pessoas sem deficiência com aqueles que têm, causando um abismo ainda maior de ignorância acerca de como é nossa vida, nossos anseios, nossas habilidades e nossas preocupações. Se uma criança cresce convivendo com gente com deficiência, ela vai entender aquilo como algo que faz parte da vida, incluir, falar sobre. Não se tornar um adulto cheio de preconceitos”, completa.

Carolina dos Santos, do coletivo Inclusivass, adiciona ainda que “o diálogo pode ajudar, mas não podemos deixar de lembrar que faltam campanhas que abordem o tema e a falta de diálogo entre as famílias também contribui, muitas vezes, para o que é desconhecido. É preciso que a sociedade, em geral, compreenda e reconheça que há um enorme segmento da população que, apesar de ter alguma deficiência, não perde a capacidade de pensar, de trabalhar, de produzir, de criar, de amar, de formar família, de exercer a cidadania plenamente,” diz ela.

“Nesse sentido, é fundamental que as políticas públicas garantam os meios para que todas essas capacidades possam ser exercidas, que a Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência seja cumprida e que as políticas nacionais e estaduais sejam implementadas,” finaliza Carolina.

Não só políticas públicas de atendimento às demandas das pessoas com deficiência precisam ser feitas, como os movimentos sociais precisam incluí-las em suas pautas, já que elas estão interligadas. Mulheres negras com deficiência também lidam com machismo e racismo. É preciso que haja a inclusão dessas pessoas, pois é com a difusão de suas vozes que começa a construção de uma sociedade igualitária.

AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO BRASIL, SEGUNDO O CENSO

Você sabe quantos deficientes existem no país? Você pode não vê-los na rua, mas eles representam uma parcela significativa da população.
AS MULHERES

Representam o maior número de pessoas com deficiência no país, com 25,8 milhões (26,5%) contra 19,8 milhões de homens (19,8%).

A maioria das mulheres com deficiência se declararam da cor preta.

45,6 MILHÕES

É o número de pessoas com deficiência no país, representando 23,9% da população.
A DEFICIÊNCIA VISUAL

É a que mais atinge a população brasileira, com 35 milhões de pessoas, seguidas por deficiência motora (13,3 mi), deficiência auditiva (9,3 mi) e deficiência mental ou intelectual (2,6 mi).

67,2%

É o número que corresponde a população com mais de 65 anos que possui algum tipo de deficiência.

Crianças de 0 a 14 correspondem a 7,5% e pessoas de 15 a 64 anos, a 24,9%.
NEGROS E AMARELOS

Representam a maioria no percentual de deficientes, com 27,1% cada, e os indígenas a menor, com 20,1%.

O contato que tive com diversas pessoas com deficiência, me fez perceber o quanto eu as desumanizei. Ou como dissera Stella Young, o quanto as objetifiquei. Mudar o olhar que temos sobre as pessoas com deficiência é um exercício que precisa ser feito, a fim de que possamos trabalhar em conjunto para transformarmos não só os espaços coletivos em espaços mais inclusivos, mas para transformarmos as relações humanas em relações mais saudáveis.

E isso é possível através da informação e do contato com essas pessoas, mas é fundamental ouvi-las. É importante ter empatia. Elas não são nossas inspirações. Precisamos mudar essa visão capacitista. E precisa ser agora!


Nota: 
Existem vários tipos de deficiências (motoras, visuais, auditivas, intelectuais, etc), o que torna o grupo de pessoas com deficiência bastante plural. Dificilmente uma matéria conseguiria trazer todas elas, sem apagar as vivências individuais de cada indivíduo, afinal, cada um lida com diferentes opressões.



As mulheres neste texto constituem apenas uma parte dessa diversidade de pessoas, e não um todo. O objetivo é ampliar suas vozes, para que possamos, cada vez mais, conversarmos e discutirmos as questões das pessoas com deficiência, fortalecendo assim, a luta por uma sociedade igualitária para todos.
Fonte:http://vestiario.org/

Aprovada multa para quem impedir amamentação em público em SP.

A foto mostra mães sentadas no chão com seus filhos no colo e uma delas esta sorrindo e amamentando seu filho enquanto outro bebe que a observa. 


POR GIOVANNA BALOGH

Um projeto de lei que prevê multa para o estabelecimento que proibir ou constranger uma mãe durante a amamentação foi aprovado em segunda votação na Câmara de São Paulo.
O projeto, que agora vai para a sanção do prefeito Fernando Haddad (PT), prevê multa de R$ 500 para quem tentar barrar uma mulher de amamentar a criança em público. Em caso de reincidência, o valor dobra.
O projeto, do vereador Aurélio Nomura (PSDB), foi proposto após a turismóloga Geovana Cleres, 35 ser proibida de amamentar no Sesc Belenzinho, como noticiou o Maternar em novembro de 2013. O fato gerou uma grande repercussão nas redes sociais e um grupo de mães realizou um mamaço (amamentação coletiva) no local no dia 17 de novembro.
A instituição apoiou o evento e disse que a funcionária que tentou impedir Geovana de amamentar a filha estava equivocada. O Sesc se comprometeu a orientar melhor os seus funcionários após o ocorrido.
A vereadora Patrícia Bezerra destacou que a medida é uma forma de garantir a saúde das crianças. “O aleitamento materno é fundamental para o desenvolvimento saudável de uma criança. Inclusive é recomendação da Organização Mundial da Saúde a chamada amamentação de livre demanda, que estabelece a amamentação sempre que o bebê quiser. Crianças que não são amamentadas dessa forma podem apresentar deficiências nutricionais e de crescimento,” afirmou.

“A amamentação é um ato livre entre mãe e filho. Desde a década de 1980 o Brasil tem incluído a promoção e apoio ao aleitamento materno em sua agenda de prioridades em saúde. Proibir ou constranger o ato de amamentar deve ser passível de multa”, afirmou o vereador Nomura.

De acordo com o projeto, ambientes públicos e privados poderão ser multados. No texto, é citada a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Ministério da Saúde de que o aleitamento materno deve ser feito exclusivamente até os seis meses de vida do bebê e como complemento a outros alimentos até os dois anos de vida ou mais.
Fonte: http://maternar.blogfolha.uol.com.br/

terça-feira, 17 de março de 2015

Mais uma para a coleção. GRAND PRIX INTERNACIONAL INFRAERO DE JUDÔ PARA CEGOS 2015

Na foto vemos do lado direito Cristina Mazuhy com a bandeira do RS nas mãos e ao seu lado duas competidoras.
E neste fim de semana a Inclusivass Cristina Mazuhy conquistou mais uma medalha ao participar do campeonato de judô paralímpico para cegos, parabéns guerreira.
A servidora do Departamento Médico Judiciário, Cristina Mazuhy,
conquistou mais uma medalha para a coleção dela. A judoca ficou em 2º lugar no Grand Prix Internacional Infraero de Judô para cegos 2015. A competição aconteceu no sábado, na Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo (SP).
O evento contou com cerca de 180 atletas, dos quais 13 pertencentes à Seleção Gaúcha de Judô Paraolímpico ACERGS (Associação de Cegos do RS). Cristina Mazuhy competiu na categoria até 63 kg. Além dos brasileiros, a competição recebeu judocas da Argentina, Canadá, Grã Breta-nha, Porto Rico e Rússia.
Fonte: informativo online TJRS

Cidade aprende Língua de Sinais para surpreender jovem surdo.



Muaharrem é um jovem surdo que vive em Instambul. Em um dia aparentemente comum, ele sai com sua irmã Ozlem para um passeio na cidade. Mas o dia não teria nada de ordinário.


Sem saber, ele participaria da gravação de um comercial sobre o primeiro centro especial de atendimento a pessoas com deficência auditiva desenvolvido pela Samsung.
Durante um mês, equipes da agência de propaganda esconderam câmeras por vários lugares que o rapaz frequenta.
Enquanto isso, comerciantes, vizinhos, taxistas e outros moradores passaram por um curso intensivo de Língua de Sinais para poderem se comunicar com Muaharrem.


O resultado é simplesmente emocionante.
Assista o vídeo abaixo:





Fonte: Revista Exame

segunda-feira, 16 de março de 2015

O que é Sexismo?

Na imagem vemos uma marca de ovo de pascoa e a frase:
Kinder ovo, além de caro, e sexista.
Do lado esquerdo o ovo com embalagem azul e do lado direito embalagem na cor rosa.


Sexismo é o termo que se refere ao conjunto de ações e idéias que privilegiam entes de determinado gênero (ou, por extensão, que privilegiam determinada orientação sexual) em detrimento dos entes de outro gênero (ou orientação sexual). Embora seja constantemente usado como sinônimo de machismo é na verdade um hiperônimo deste, já que é possível identificar diversas posturas e idéias sexistas (muitas delas bastante disseminadas) que privilegiam o gênero feminino em detrimento do gênero masculino ou que privilegiem homossexuais em detrimento de heterossexuais.

Ações sexistas podem partir de diversos pressupostos, destacando-se os de que:

Um gênero (ou uma identidade sexual) é superior a outro.

Mulher e homem são profundamente diferentes (mesmo além de diferenças biológicas), e essas diferenças devem se refletir em aspectos sociais como o direito e a linguagem.

Existem características comportamentais que são intrínsecas a determinado gênero, de modo que todas as pessoas deste gênero as possuem (visto em generalizações como “todo homem é mulherengo” ou “toda mulher ama seus filhos” ou “todo homossexual é gentil”).

Diferentes termos podem ser usados para nomear conjuntos de idéias e ações sexistas de acordo com o gênero afetado. O sexismo contra homens é chamado de misandria,androfobia ou femismo. O sexismo contra mulheres é comummente denominado de machismochauvinismo ou misoginia. As formas de sexismo contra GLTB podem ser genericamente nomeadas como homofobia.

É comum que indivíduos promovam atitudes sexistas contra seu próprio gênero e isto torna equivocado declarar que idéias feministas reflitam a posição das mulheres ou que idéias machistas sejam disseminadas pelos homens. A forma como a cultura age no imaginário coletivo permite que seja possível encontrar mulheres que defendam que “lugar de mulher é na cozinha” ou homens afirmando que “marido que não procura trabalho é vagabundo” assim como há mulheres e homens que se contrapõem a tais ideários, indistintamente.

Ideias sexistas bastante populares e quadros relacionados a tais ideias

Apesar das discussões políticas, midiáticas e acadêmicas sobre igualdade de gênero travadas nas últimas décadas, muitas idéias sexistas ainda permeiam a cultura brasileira e explicam parte das diferenças socias, econômicas, ocupacionais e comportamentais entre os gêneros.
Lista de algumas ideias de caráter sexista e de problemas de ordem comportamental, socio-econômica ou jurídica relacionadas a elas:

É dever natural do homem o sustento da família

Evasão escolar precoce de grande parte dos homens, sobretudo nas classes mais pobres, que se veem pressionados a trabalhar para sustentar suas famílias enquanto suas irmãs ou esposas têm maior liberdade para escolherem entre trabalhar ou estudar. Consequente inversão no desequilíbrio educacional relativo a gênero, com as mulheres alçando níveis educacionais mais altos que os homens, em média. 

  • Sobrecarga ocupacional masculina (25% dos homens brasileiros economicamente ativos trabalham mais que 49 horas semanais contra apenas 12% das mulheres na mesma condição  )
  • Mulheres devem ser responsáveis pela casa
  • Alto percentual de mulheres sem ocupação econômica, embora já se concentrem neste gênero os mais altos índices de formação educacional e profissional 
  • As mães são mais importantes na formação dos filhos que os pais
  • Baixíssimo índice de decisões judiciais favoráveis a que a guarda de filhos de casais separados seja dada aos pais ou seja compartilhada entre pai e mãe 
  • Homens não choram/ homens devem ser fortes / homem que apanha de mulher é frouxo (e variações destes raciocínios)
  • Menor procura de indivíduos do sexo masculino por atenção médica em comparação às mulheres 
  • Resistência de índivíduos do gênero masculino em prestar queixa contra suas parceiras quando estes vêm a ser vítimas de violência doméstica 
  • Trair é da natureza masculina (mas não da feminina)
  • Atitudes masculinas violentas, muitas vezes originando crimes de agressão ou contra a vida, quando de suspeita ou constatação de infidelidade conjugal
  • Rejeição social percebida por mulheres que traem seus companheiros, ao contrário do que ocorre aos homens infiéis.
  • Contaminação de mulheres casadas por doenças sexualmente transmissíveis contraídas por seus maridos.
  • As mulheres são mais frágeis (ou inocentes)
  • Predisposição do judiciário a minimizar o papel de mulheres criminosas e a aplicar sobre elas penas mais brandas.
  • Exclusão “a priori” das mulheres de determinados campos profissionais.
  • Gays são promíscuos/não conseguem controlar seus impulsos sexuais
  • Maior dificuldade de homossexuais em adotar crianças 

Referências










(Fonte: Wikipedia)