O Movimento Feminista Inclusivass surge de uma articulação propiciada pelo 1° Seminário Mulheres com Deficiência e Políticas Públicas, realizado em março de 2014 em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Ao seu final, as ativistas e lideranças decidem buscar formas autônomas de construir e implementar ações. As inclusivass lutam pelo empoderamento e defesa dos direitos humanos e a cidadania.
Esta mensagem expressa a nossa indignação e a necessidade urgente de justiça.
Nos conhecemos em 2022 através da companheira Lara, e logo começaste a participar do projeto𝗛𝗶𝘀𝘁ó𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗖𝗼𝗻𝘁𝗮𝗱𝗮𝘀.
Foi ali que tivemos a oportunidade de conhecer a tua trajetória, que representa tantas 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲𝘃𝗶𝘃𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝘁𝗲𝗻𝘁𝗮𝘁𝗶𝘃𝗮 𝗱𝗲 𝗳𝗲𝗺𝗶𝗻𝗶𝗰í𝗱𝗶𝗼.
Lembramos do quão difícil foi para ti narrar tudo o que aconteceu naquele 𝟮 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟭.
Ao te escutar, tivemos ainda mais certeza de que a nossa luta, que já atravessa mais de uma década dentro do movimento feminista, precisa continuar.
Como tantas mulheres, viveste um relacionamento abusivo, e quando decidiste dar um basta, tua decisão não foi 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗲𝗶𝘁𝗮𝗱𝗮.
Naquele dia, após um exaustivo plantão de 17 horas, estavas na parada de ônibus, cansada e sem forças, quando viste teu corpo ser brutalmente agredido por alguém que um dia disse te amar.
Mesmo sem forças, lutaste pela tua 𝘃𝗶𝗱𝗮, pela tua 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲𝘃𝗶𝘃ê𝗻𝗰𝗶𝗮.
Como tantas outras mulheres que passaram por essa 𝘃𝗶𝗼𝗹ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗲𝘅𝘁𝗿𝗲𝗺𝗮, carregas marcas físicas e emocionais que jamais deveriam existir.
Muitas das que sobrevivem a 𝘁𝗲𝗻𝘁𝗮𝘁𝗶𝘃𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗳𝗲𝗺𝗶𝗻𝗶𝗰í𝗱𝗶𝗼 tornam-se 𝗺𝘂𝗹𝗵𝗲𝗿𝗲𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝗱𝗲𝗳𝗶𝗰𝗶ê𝗻𝗰𝗶𝗮, vivendo diariamente os impactos dessa brutalidade.
Não aceitaremos que o machismo e toda a sua estrutura social e cultural continuem marcando e destruindo nossas vidas.
Lutamos para que nenhum agressor fique impune, para que as mulheres possam viver sem medo e para que o sistema de justiça cumpra seu papel de proteger e garantir direitos.
Foto de Marta abaixada ao lado de Carol e Bruna em pé.
O 1º Encontro Nacional do Levante Feminista Contra o Feminicídio, Lesbocídio e Transfeminicídio reuniu mais de 100 mulheres de todas as regiões do país, promovendo uma importante articulação na luta contra as violências de gênero e feminicídio no país.
A participação ativa das companheiras Carol Santos e Marta Moura, ambas integrantes da executiva do Levante Feminista, reforçou o compromisso do movimento com a causa.
Durante o encontro, as participantes refletiram sobre a trajetória de quase quatro anos de campanha, analisaram estratégias e os altos índices de crimes de feminicídio no país. O evento culminou com a elaboração de uma carta do Levante, entregue à Ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, que esteve presente no último dia das atividades, reforçando o apoio institucional à luta contra o feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio.
Card em tons lilás. Na borda esquerda sobre um fundo a palavra: mídia. Abaixo centralizado o print da matéria e ao lado foto de Carol Santos. Na borda inferior sobre um fundo o texto: ‘A culpabilização das mulheres em relação a violência é muito forte’, afirma sobrevivente de feminicídio.
Para marcar os 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher o BdFRS conversou com duas sobreviventes