quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

𝗖𝗮𝗿𝘁𝗮 𝗮𝗯𝗲𝗿𝘁𝗮 𝗮 𝗧𝗵𝗮𝗶𝘀 𝗛𝗶𝗽ó𝗹𝗶𝘁𝗼

 

A imagem apresenta uma fotografia de uma mulher de óculos, com cabelo escuro e pele clara, fazendo um leve biquinho. O fundo da imagem é predominantemente roxo, com um símbolo feminino inclinado no canto superior direito, decorado com folhas verdes e pequenas estrelas amarelas.    O texto na imagem inclui:   - **"CARTA ABERTA"**, escrito em letras maiúsculas e cor marrom escuro.   - **"THAÍS HIPÓLITO"**, em branco e destacado, com "HIPÓLITO" em uma fonte maior e mais estilizada.   - **"Porto Alegre, 13 de fevereiro de 2025"**, posicionado na parte inferior da imagem, em branco e menor.    A imagem transmite um tom sério e de reivindicação, sugerindo um comunicado público importante sobre Thaís Hipólito.

𝘘𝘶𝘦𝘳𝘪𝘥𝘢 𝘤𝘰𝘮𝘱𝘢𝘯𝘩𝘦𝘪𝘳𝘢 𝘥𝘦 𝘭𝘶𝘵𝘢 𝘛𝘩𝘢𝘪𝘴,

Esta mensagem expressa a nossa indignação e a necessidade urgente de justiça.

Nos conhecemos em 2022 através da companheira Lara, e logo começaste a participar do projeto𝗛𝗶𝘀𝘁ó𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗖𝗼𝗻𝘁𝗮𝗱𝗮𝘀.

Foi ali que tivemos a oportunidade de conhecer a tua trajetória, que representa tantas 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲𝘃𝗶𝘃𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝘁𝗲𝗻𝘁𝗮𝘁𝗶𝘃𝗮 𝗱𝗲 𝗳𝗲𝗺𝗶𝗻𝗶𝗰í𝗱𝗶𝗼.

Lembramos do quão difícil foi para ti narrar tudo o que aconteceu naquele 𝟮 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟭.

Ao te escutar, tivemos ainda mais certeza de que a nossa luta, que já atravessa mais de uma década dentro do movimento feminista, precisa continuar.

Como tantas mulheres, viveste um relacionamento abusivo, e quando decidiste dar um basta, tua decisão não foi 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗲𝗶𝘁𝗮𝗱𝗮.

Naquele dia, após um exaustivo plantão de 17 horas, estavas na parada de ônibus, cansada e sem forças, quando viste teu corpo ser brutalmente agredido por alguém que um dia disse te amar.

Mesmo sem forças, lutaste pela tua 𝘃𝗶𝗱𝗮, pela tua 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲𝘃𝗶𝘃ê𝗻𝗰𝗶𝗮.

Como tantas outras mulheres que passaram por essa 𝘃𝗶𝗼𝗹ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗲𝘅𝘁𝗿𝗲𝗺𝗮, carregas marcas físicas e emocionais que jamais deveriam existir.

Muitas das que sobrevivem a 𝘁𝗲𝗻𝘁𝗮𝘁𝗶𝘃𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗳𝗲𝗺𝗶𝗻𝗶𝗰í𝗱𝗶𝗼 tornam-se 𝗺𝘂𝗹𝗵𝗲𝗿𝗲𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝗱𝗲𝗳𝗶𝗰𝗶ê𝗻𝗰𝗶𝗮, vivendo diariamente os impactos dessa brutalidade.

𝗡ó𝘀, 𝗲𝗻𝗾𝘂𝗮𝗻𝘁𝗼 𝗺𝗼𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗳𝗲𝗺𝗶𝗻𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗜𝗻𝗰𝗹𝘂𝘀𝗶𝘃𝗮𝘀𝘀, 𝗲𝘅𝗶𝗴𝗶𝗺𝗼𝘀 𝗷𝘂𝘀𝘁𝗶ç𝗮 𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝗿é𝘂 𝗽𝗮𝗴𝘂𝗲 𝗽𝗲𝗹𝗼 𝗰𝗿𝗶𝗺𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗲𝘁𝗶𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗮 𝘁𝗶.

Não aceitaremos que o machismo e toda a sua estrutura social e cultural continuem marcando e destruindo nossas vidas.

Lutamos para que nenhum agressor fique impune, para que as mulheres possam viver sem medo e para que o sistema de justiça cumpra seu papel de proteger e garantir direitos.

𝗤𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗱𝗶𝗮 𝘀𝗲𝗷𝗮 𝘂𝗺 𝗺𝗮𝗿𝗰𝗼 𝗻𝗮 𝘁𝘂𝗮 𝘁𝗿𝗮𝗷𝗲𝘁ó𝗿𝗶𝗮, 𝘣𝘢𝘴𝘵𝘢!

Seguimos firmes ao teu lado, pois 𝗷𝘂𝘀𝘁𝗶ç𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘁𝗶 é 𝗷𝘂𝘀𝘁𝗶ç𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘁𝗼𝗱𝗮𝘀!

Que a tua coragem inspire mudanças, que tua história não seja esquecida e que nenhuma outra mulher tenha que passar pelo que passaste.

𝐏𝐨𝐫 𝐭𝐢, 𝐩𝐨𝐫 𝐧ó𝐬, 𝐩𝐨𝐫 𝐭𝐨𝐝𝐚𝐬. 𝐉𝐮𝐬𝐭𝐢ç𝐚 𝐣á!

Com toda a nossa solidariedade e força,

13 de fevereiro de 2025
𝘔𝘰𝘷𝘪𝘮𝘦𝘯𝘵𝘰 𝘍𝘦𝘮𝘪𝘯𝘪𝘴𝘵𝘢 𝘐𝘯𝘤𝘭𝘶𝘴𝘪𝘷𝘢𝘴𝘴

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

1º Encontro Nacional do Levante Feminista Contra o Feminicídio, Lesbocídio e Transfeminicídio- Inclusivass

Foto de Marta abaixada ao lado de Carol e Bruna em pé.


 O 1º Encontro Nacional do Levante Feminista Contra o Feminicídio, Lesbocídio e Transfeminicídio reuniu mais de 100 mulheres de todas as regiões do país, promovendo uma importante articulação na luta contra as violências de gênero e feminicídio no país.

A participação ativa das companheiras Carol Santos e Marta Moura, ambas integrantes da executiva do Levante Feminista, reforçou o compromisso do movimento com a causa.
Durante o encontro, as participantes refletiram sobre a trajetória de quase quatro anos de campanha, analisaram estratégias e os altos índices de crimes de feminicídio no país. O evento culminou com a elaboração de uma carta do Levante, entregue à Ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, que esteve presente no último dia das atividades, reforçando o apoio institucional à luta contra o feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio.
Ver insights e anúncios
Todas as reações:
1

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

‘A culpabilização das mulheres em relação a violência é muito forte’, afirma sobrevivente de feminicídio.

Card em tons lilás.
Na borda esquerda sobre um fundo a palavra: mídia. Abaixo centralizado o print da matéria e ao lado foto de Carol Santos. Na borda inferior sobre um fundo o texto: ‘A culpabilização das mulheres em relação a violência é muito forte’, afirma sobrevivente de feminicídio.




Para marcar os 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher o BdFRS conversou com duas sobreviventes 

Brasil de Fato | Porto Alegre |