quarta-feira, 20 de maio de 2015

FÓRUM CULTURA VIVA RESTINGA 2015

Participantes reunidos em circulo.

Foi realizado neste sábado, 16 de Maio, o Fórum Cultura Viva Restinga 2015.
A reunião foi realizada na Escola Estadual Eng. Ildo Meneghetti, no bairro Restinga, extremo-sul de Porto Alegre e contou com a presença de representantes de Pontos de Cultura, Coletivos Culturais, Entidades Sociais, Escolas e também Agentes (Ativistas) Culturais.
A Pauta da reunião foi a apresentação e socialização dos presentes e também de suas agendas, com o objetivo de estreitar os laços de contato e até mesmo de trabalho e cooperação entre eles, de forma a contribuírem com o crescimento e expansão do processo de democratização da Cultura na nossa comunidade da Restinga.
Além das apresentações, foi discutida a Lei Cultura Viva, que é uma Política Nacional  criada para garantir a ampliação do acesso da população aos meios de produção, circulação e fruição cultural a partir do Ministério da Cultura, e em parceria com governos estaduais e municipais e por outras instituições, como escolas e universidades.
Para saber mais sobre a Política Nacional Cultura Viva, CLIQUE AQUI
Estiveram presentes no evento os Pontos de Cultura Terreira da Tribo atuadores Oi Nois aqui Traveiz, Coletivo Plural Feminista, Quilombo do Sopapo, Instituto de Tecnologia Social Trocando Ideia, Complexo Esportivo Barro Vermelho (CEUS), Agentes do “Mais Cultura nas Escolas”, Teatro Nossa Senhora do Carmo, Educação Alimentar, Comunicação Comunitária e Dança, Alunos do EJA e professores da Escola Municipal Pessoa de Brum, Aluna do Curso de História da Arte da UFRGS, além da própria TV Restinga, que é um Coletivo reconhecido hoje como Ponto de Mídia Livre e de Cultura do bairro.
No dia 13 de Junho, as 9h, no mesmo local, será realizada uma nova reunião para se discutir mais especificamente as agendas e cronogramas de trabalho dos Pontos de Cultura da Restinga e fazer um balanço do Fórum Metropolitano dos Pontos de Cultura, evento que será realizado no próximo dia 30 (Maio) no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), no centro da capital, onde será discutido junto aos mais de 40 Pontos de Cultura da região Metropolitana, a aplicação da Lei Cultura Viva no Estado do Rio Grande do Sul.
Todos estes eventos são abertos ao público e quem quiser participar e contribuir neste processo de evolução e de democratização da cultura tanto no nosso bairro quanto na nossa cidade, será muito bem-vindo.
 Confira abaixo a Galeria de Fotos feita durante as apresentações. Em breve, será publicado o vídeo com a cobertura completa feita pela TV Restinga.
Fonte:http://www.tvrestinganaweb.com.br/

terça-feira, 19 de maio de 2015

Relatório Lilás é lançado no dia 22/05/15


Convite do Lançamento.



Com o filho tao pequeno ainda Carolina Santos fez questa de estar presente no lançamento do Relatório Lilas onde foi homenageada pelo deputado Edegar Pretto por transitar na condição de vitima de violência domestica e militante nas causas feministas.
O documento foi organizado pela Frente Parlamentar dos Homens pelo Fim da Violência Contra a Mulher e publicado pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa. O relatório tem 166 páginas e também conta com dados e reflexões sobre feminicídio, mulheres em situação de prisão, violência de gênero, lei Maria da Penha, a relação entre raça e gênero, mulheres do campo e outros temas.

No ano passado recebeu o convite de poder participar da elaboração da 2º edição do Relatório Lilás escrevendo um artigo que fala de mulheres com deficiência e a perspectivas delas no enfrentamento a violência e suas desigualdades de gênero.

O lançamento acontece neste sexta-feira 22/05/15 no Palácio do Ministério Público na Praça da Matriz, centro de Porto Alegre ás 18:30.
Com grande presença da Ministra Secretária de Políticas Públicas para Mulheres Eleonora Menicucci.

Para Carolina que hoje é coordenadora de um grupo de mulheres com deficiência as Inclusivass é fundamental que as mulheres com deficiência tenham serviços qualificados para receber estas vitimas e fala da Carta das Mulheres com Deficiência que traz propostas para este enfrentamento salientando que estas mesmas mulheres no Brasil, correspondem a 13,53% dos 45,6 milhões de brasileiros com alguma deficiência, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE - 2010). Ou seja, são cerca de 25 milhões de mulheres que além de enfrentarem as desigualdades de gênero existentes na sociedade, também enfrentam a falta de oportunidades, direitos e cidadania, o que nos expõe a maiores vulnerabilidades.


São elas as propostas:

3. Criar e divulgar número acessível para mulheres surdas e com dificuldades de fala notificarem casos de violência, potencializando o atendimento do disque 180 e pelo 0800 5410803 (Rede Lilás).

4. Garantir e divulgar levantamentos de dados sobre violência contra as mulheres com deficiência junto aos juizados especializados, que devem ser ampliados na perspectiva na inclusão.

5. Incluir no formulário do Boletim de Ocorrência o item “deficiência”. 

6. Difundir a Lei Maria da Penha na rede de ensino, garantindo os formatos acessíveis e fortalecendo a cultura de respeito entre os gêneros e a diversidade entre as pessoas.

7. Capacitar agentes do serviço público (executivo, legislativo, judiciário, MP) para prestar atendimento adequado a mulheres com deficiência nas mais diversas áreas, mas em especial na área da saúde e violência, para que atuem de forma humanizada no atendimento às mulheres com deficiência.
Só poderemos falar de gênero, desigualdades, feminismo e violência se estas mulheres forem incluídas nestes temas respeitando sua dignidade á vida.



O vídeo abaixo tem a primeiro participação de Carolina no ano de 2013.








segunda-feira, 18 de maio de 2015

Morte de Araceli faz 42 anos e crime continua impune no ES

Foto de Araceli sorrindo com uma boneca ao lado do rosto.


Fato instituiu o Dia Nacional de Combate ao Abuso Sexual contra Crianças.
Menina tinha 8 anos quando foi raptada, drogada, estuprada e morta.

Viviane MachadoDo G1 ES

Araceli Cabrera Crespo tinha 8 anos quando foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada, no Espírito Santo, em 1973. Nesta segunda-feira (18), o desparecimento da menina completa 42 anos, mas o caso foi encerrado sem nenhuma punição. Após a prisão, julgamento e absolvição dos acusados, o processo foi arquivado pela Justiça.

Em memória à menina Araceli, uma das mais emblemáticas vítimas de violência contra a criança no país, o dia 18 de maio foi instituido como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, com a aprovação da Lei Federal 9.970/2000.

Todos os anos, nesta data, a impunidade sobre a morte de Araceli é lembrada e diversas atividades para discutir o tema são realizadas no Brasil. O G1 fez um resgate histórico do crime a partir de reportagens dos últimos 42 anos, revisitou os locais citados no processo e conversou com o homem que encontrou o corpo da menina.

O desaparecimento
Na sexta-feira do dia 18 de maio de 1973, Araceli saiu de casa, no bairro de Fátima, na Serra, e foi para a Escola São Pedro, na Praia do Suá, em Vitória. No dia, a menina saiu da escola mais cedo, a pedido da mãe, Lola Cabrera Crespo.

Segundo a mulher, Araceli precisava sair antes da aula terminar, porque poderia perder o ônibus que a levaria de volta para casa.

Após sair da escola, ela foi vista por um adolescente, que viu a menina em um bar entre o cruzamento das avenidas Ferreira Coelho e César Hilal.

Ainda de acordo com esse adolescente, a menina não entrou no coletivo e ficou brincando com um gato no estabelecimento. Depois disso, Araceli não foi mais vista. À noite, o pai, Gabriel Sanchez Crespo, iniciou as buscas.

Corpo é encontrado
Dias após o desaparecimento, em 24 de maio, o corpo de uma criança foi encontrado, desfigurado, em avançado estado de decomposição, em uma mata atrás do Hospital Infantil, em Vitória.

Inicialmente, o pai de Araceli reconheceu o corpo como sendo da menina. No dia seguinte, ele negou, afirmando que o corpo não se tratava da filha desaparecida. Apesar disso, meses depois, após exames, foi constatado que o corpo era de Araceli.
Pai de Araceli reconheceu o corpo encontrado, no Espírito Santo (Foto: CEDOC/ A Gazeta)

Testemunhas e contradições
Durante as investigações, provas e depoimentos misturaram fatos com boatos. Mesmo 42 anos após o desaparecimento de Araceli, o assunto ainda é um mistério. Além de grande parte das testemunhas terem morrido, as que ainda estão vivas se recusam a repercutir o assunto.
Testemunha.
Diante dos fatos apresentados pela denúncia do promotor Wolmar Bermudes, a Justiça chegou a três principais acusados. Eles são membros de tradicionais famílias do Espírito Santo, Dante de Barros Michelini (o Dantinho), Dante de Brito Michelini (pai de Dantinho) e Paulo Constanteen Helal.

Uma versão da morte apresentada pela acusação, que mais tarde terminou no julgamento dos acusados, afirma que Araceli foi raptada por Paulo Helal, no bar que ficava entre os cruzamentos da rua Ferreira Coelho e César Hilal, após sair do colégio.

No mesmo dia, a menina teria sido levada para o então Bar Franciscano, na Praia de Camburi, que pertencia a Dante Michelini, onde foi estuprada e mantida em cárcere privado sob efeito de drogas.

Por causa do excesso de drogas, Araceli entrou em coma e foi levada para o hospital, onde já chegou morta. Segundo essa versão, Paulo Helal e Dantinho jogaram o corpo da menina em uma mata, atrás do Hospital Infantil, em Vitória.

Em entrevista ao Globo Repórter de 1977, o promotor Wolmar Bermudes explicou a quem se destinavam as acusações. "O Dante Michelini pai pesa a acusação de haver mantido a menor em cárcere privado, dois dias, no sótão do seu bar, em Camburi. Contra os dois, o Dante Filho e o Helal, pesam as acusações de haverem os dois ministrado a infeliz menor tóxicos e haverem ainda de maneira violenta mantido congresso carnal com a infeliz menina", disse.

Ainda segundo a denúncia, Dante Michelini usou suas ligações e influência com a polícia capixaba para dificultar a polícia. Além disso, testemunhas-chave do processo morreram durante as investigações. Nenhuma das denúncias foi provada.

Durante o julgamento, Paulo Helal e Dantinho negaram conhecer Araceli ou qualquer outro membro da família Cabrera Crespo.

Julgamento
Em 1980, o juiz responsável pelo caso, Hilton Silly, definiu a sentença: Paulo Helal e Dantinho deveriam cumprir 18 anos de reclusão e o pagamento de uma multa de 18 mil cruzeiros; e Dante Michelini a 5 anos de reclusão.
Foto do processo empilhado 

Na ocasião, o juiz Hilton Silly disse em entrevista ao Jornal da Globo, que os três foram condenados, porque foi provada a materialidade e a autoria do crime. "Foi através não só da farta prova testemunhal, mas também, sobretudo, da prova indiciária, que é chamada prova artificial indireta por circustancial, baseado em indícios veementes, graves, sérios e em perfeita sintonia de causa e efeito com o fato principal", afirmou.

Os acusados recorreram a decisão e o caso voltou a ser investigado. O Tribunal de Justiça anulou a sentença e o processo passou para o juiz Paulo Copolilo, que gastou cinco anos para estudar o processo. Por fim, ele escreveu uma sentença de mais de 700 páginas e absolveu os acusados por falta de provas.

Personagens
Araceli Cabrera Sanchez Crespo - A menina de 8 anos foi sequestrada, violentada e brutalmente assassinada. O rapto aconteceu após Araceli sair da escola onde estudava, na Praia do Suá, em Vitória. Ela se tornou símbolo da luta contra a violência contra a criança e adolescente no Brasil.

Lola Cabrera Sanchez Crespo - Mãe de Araceli. Boliviana, veio para o Brasil já adulta, onde se casou com o espanhol Gabriel Sanchez Crespo. Após o desaparecimento da filha, Lola voltou para Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, se separou do marido e casou novamente. Hoje, ela tem dois filhos e está viúva.

Antes de se casar novamente, Lola voltou para o Espírito Santo uma única vez, em dezembro de 1978. Na ocasião, ela foi presa suspeita de serviciar, abusar sexualmente e causar lesões corporais graves em uma menina de 13 anos, que ela havia trazido da Bolívia.

Gabriel Sanchez Crespo - Pai de Araceli, o espanhol trabalhava como eletricista em uma empresa que prestava serviços para Companhia Siderúrgica de Tubarão. Depois da morte da filha, Gabriel se separou da mulher e formou uma nova família. Ele morreu, mas deixou além do irmão de Araceli, outros dois filhos.

Luiz Carlos Cabrera Sanchez Crespo - Irmão mais velho de Araceli, tinha 13 anos, quando a irmã morreu. Ele morou na Serra, no Espírito Santo, mas se casou e foi para o Canadá. Ele é o atual proprietário da casa da família, no bairro de Fátima, na Serra.

Família Cabrera Crespo (Foto: Montagem com imagens de reprodução de A Gazeta e TV Globo)

Paulo Constanteen Helal, Dante Brito Michelini (Dantinho) e Dante de Barros Michelini - Os três principais acusados da morte de Araceli. Os Michelini já estiveram entre os maiores proprietários de terra do estado, com interesse na indústria e no comércio. Os Helal estão entre os maiores comerciantes, com interesses na hotelaria e no ramo imobiliário.

Grupo queria mudança da Avenida Dante Michelini
para Araceli (Foto: Marcelo Prest/ A Gazeta)

Paulo e Dantinho continuam vivos e moram no Espírito Santo. Já Dante Michelini morreu por conta da avançada idade. À época do crime, ele já tinha mais de 50 anos.

Uma das principais avenidas da capital do estado recebe o nome do pai de Dante e avô de Dantinho, o senhor Dante Michelini (1897-1965), em homenagem aos seus trabalhos no desenvolvimento econômico de Vitória.

O fato da avenida ter o nome relacionado à família de um dos acusados do crime já foi motivo de protesto em Vitória. No ano de 2013, quando o desaparecimento completou 40 anos, um grupo se movimentou para mudar o nome da via para Araceli. Ao longo da avenida, os manifestantes colaram adesivos em cima das placas.

Em 2011, Paulo Helal foi preso durante uma operação, suspeito de falsificar documentos entregues ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
Dantinho (à esquerda), Paulo Helal (centro) e Dante Michelini (à direita) (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

Nilson Sant'anna - Perito que estudou a causa da morte de Araceli. Ao Jornal Nacional de 1977, Nilson explicou que a menina morreu após ser submetida a uma intoxicação por barbitúrico, medicamento usado como sedativo. Além disso, ficou evidente que a vítima sofreu traumatismos em vida.

Hilton Silly - Juiz responsável pelo julgamento que condenou os principais acusados do crime.

Paulo Nicola Copolillo - Juiz que estudou o caso Araceli por cinco anos, depois do julgamento de Hilton Silly. Ele escreveu uma sentença de mais de 700 páginas e absolveu os acusados por falta de provas.


Ronaldo Monjardim - Tinha 15 anos quando encontrou o corpo de Araceli, em uma mata atrás do Hospital Infantil de Vitória. Quase 42 anos depois, ele voltou ao local a convite do G1 e se lembrou do momento em que encontrou o corpo (veja o vídeo ao lado). "Só tinha o corpo dela ali naquele local. Foi uma cena muito… Parece que eu estou vendo o momento em que eu encontrei ela, voltando aqui ao local", disse.
Ronaldo Monjardim retornou ao local onde encontrou o corpo de Araceli quase 42 anos depois (Foto: Viviane Machado/ G1)

O G1 tentou entrar em contato com o irmão de Araceli, Carlos Cabrera Crespo, mas não obteve retorno. Segundo um amigo da família, que ainda mora na casa que pertence a Carlos, Aurélio Campos, ele prefere não falar sobre o assunto. Ele não autorizou a reportagem a entrar na casa onde morou Araceli, tampouco quis gravar entrevista. Aurélio afirmou que Dona Lola e Carlinhos estão "tentando seguir em frente" e por isso não costumam falar sobre o desaparecimento de Araceli.

A professora de Araceli, Marlene Stefanon, também foi procurada pela reportagem, mas não quis comentar o assunto. Segundo a filha de Marlene, a mãe não gosta de falar sobre a menina, porque tem medo.

Locais
Casa de Araceli - O local sofreu pequenas reformas nos últimos 42 anos. O imóvel ainda pertence ao irmão de Araceli, foi deixado de herança pelo pai. Desde meados de 1985, a rua, que antes era chamada de Rua São Paulo, se tornou rua Araceli Cabrera Crespo.
Casa onde Araceli viveu no Espírito Santo (Foto: Viviane Machado/ G1)

Colégio São Pedro - A escola onde a menina estudava já não existe mais na rua General Camara, Praia do Suá. No lote, foi construída uma igreja.
Colégio São Pedro em 1977 e local em 2015 (Foto: Montagem/ G1)

Bar Oasis - esquina entre a rua Ferreira Coelho e avenida César Helal, era o local onde Araceli foi vista pela última vez para pegar o coletivo que a levaria para casa. Atualmente, uma loja de cosméticos funciona no local.
Esquina entre a rua Ferreira Coelho e César Helal. Imagens de 1977 e 2015 (Foto: Montagem/ G1)

Bar Franciscano - Bar e restaurante que pertencia à família Michelini foi derrubado há alguns anos. Atualmente, o lote encontra-se vazio e com algumas placas de propaganda. Está situado em uma região nobre e valorizada da cidade, na avenida Dante Michelini.


Bar Franciscano em 1977. Local foi derrubado e lote está vazio em 2015 (Foto: Montagem/ G1)

Cemitério Serra-Sede - Local onde o corpo da menina está enterrado. Eventualmente, o túmulo recebe visitas de pessoas que se interessam pelo caso.
Cemitério Serra-Sede, onde o corpo está enterrado (Foto: Montagem/ G1)Cemitério Serra-Sede, onde o corpo está enterrado (Foto: Montagem/ G1)

Fonte:http://g1.globo.com/

A erotização das mamas

Na foto vemos uma mulher africana Himba com os seios a mostra sorrindo com as mãos na  no rosto de Sasha que também esta com o seio descoberto.
As mamas femininas podem ser vistas de uma forma diferente que a nossa?
O que vemos quando olhamos pra os nossos seios? Em primeiro lugar, uma potente área erógena, certo? Fonte de prazer sexual! Poderia ser diferente? Poderíamos olhá-los e ver algo que nada tem a ver com o prazer que sentimos com nosso ( ou nossos ) parceiro sexual?! Com certeza! E assim  é em outras culturas.
Compartilho aqui com vocês o conteúdo do post que me foi enviado para que vocês, como eu, se surpreendam com o olhar de uma outra cultura a uma parte de nosso corpo feminino. O fotógrafo Alexander Gusov registrou o encontro de sua esposa, Sasha, com as mulheres de uma tribo africana Himba,  na Namíbia, no ano de 2003. As fotos documentam a curiosidade que surgiu entre elas. Mas o mais interessante do post foi o texto que o acompanhava que foi tirado do livro: All about breasts de Carollyn Latteier:
“Entrevistei uma jovem antropóloga trabalhando com mulheres em Mali, um país da África onde as mulheres andam com os seios nus. Estão sempre amamentando seus bebês. E quando ela lhes contou que em nossa cultura os homens são fascinados com seios, houve um instante de choque. As mulheres caíram na gargalhada. Gargalharam tanto que caíram no chão. ‘Quer dizer que os homens agem como bebês?’, disseram”.
Vejam que interessante. Fomos motivo de riso para elas. Imaginar que este valor que atribuímos às nossas  mamas é um dos principais motivos pelos quais se tornou tão difícil amamentar nossos filhos! A moral com a qual embalamos nossos seios nos impede de amamentar na rua, mas pior que isso também torna desconfortável para muitas amamentar, mesmo que no privado. Para muitas mulheres há um enorme desconforto difícil de nomear.
Coloco aqui algumas das fotos do ensaio para vocês verem e mais abaixo o link do trabalho todo:
Captura de Tela 2014-03-26 às 11.29.00
Sasha conversa com as Himba e sorriem.

Captura de Tela 2014-03-26 às 11.29.08
Sasha começa a tirar o sutiã e duas Himbas observam.


Captura de Tela 2014-03-26 às 11.29.26
Na foto uma das Himba coloca a mão no seio de Sasha.

Fonte:http://www.amamentareh.com.br/

Campanha alerta para o risco de acidentes com crianças e armas de fogo


A Guarda Civil Metropolitana e o Instituto Sou da Paz iniciam nesta segunda-feira (11) uma nova Campanha de Entrega Voluntária de Armas e Munições na cidade de São Paulo. A ação é focada na prevenção de tragédias envolvendo crianças e armas de fogo e terá quase 40 postos de entrega para facilitar a vida de quem quiser se livrar deste perigo.
Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 1200 crianças e adolescentes morrem por arma de fogo no país em acidentes, suicídios e outros eventos de intenção indeterminada todos os anos. Além disso, 70% dos homicídios no Brasil são cometidos por armas de fogo. Milhares de mortes poderiam ter sido evitadas se não houvesse uma arma por perto. 
Fonte:http://www.soudapaz.org/

Peru volta a julgar esterilização forçada de mulheres

A imagem mostra um grupo de mulheres Mexicanas.

Nos Anos 90, durante a ditadura de Alberto Fujimori (1990-2000), um dos casos mais impactantes de violação aos direitos humanos no Peru foi o das esterilizações forçadas. Nesta quinta-feira (14/5), o Ministério Público do Peru reabriu o caso arquivado em janeiro de 2014, no qual pretende apontar as responsabilidades de Fujimori e seus três ministros de saúde (Eduardo Yong, Marino Costa e Alejandro Aguinaga).
Camponesas vítimas das esterilizações forçadas realizadas durante a ditadura de Fujimori. (Foto: AFP)
Camponesas vítimas das esterilizações forçadas realizadas durante a ditadura de Fujimori. (Foto: AFP)
Lançado em 1995, o chamado Programa Nacional de Prevenção e Planificação Familiar, criado pelo ditador prometeu entregar atenção de saúde gratuita para os bairros pobres de Lima e comunidades rurais e indígenas do país. Anos depois, organizações internacionais descobriram, após reunir milhares de denúncias, que uma das medidas incluídas no programa era a esterilização massiva, principalmente de mulheres que viviam nessas regiões.
Parte dessas mulheres, principalmente em setores urbanos, eram enganadas com diagnósticos de operações por problemas abdominais, mas na maioria dos casos, sobretudo os ocorridos em zonas rurais, a esterilização massiva não contava com maiores estratagemas.
Algumas situações incluíam até mesmo a intimidação por parte de outros organismos estatais, como no emblemático caso da camponesa indígena María Mamérita, que vivia na zona rural de Cajamarca. Ela se negou durante meses a realizar a cirurgia, até que a polícia local chegou com uma notificação do Tribunal de Justiça da província ordenando o pagamento de multa, ou detenção em caso de falta de recursos, para mulheres que tinham mais de três filhos e se negavam a se submeter à operação. A falta de dinheiro para a multa e o temor à detenção a persuadiram. Mamérita tinha 35 anos, e faleceu na Centro de Saúde de Cajamarca, devido a uma hemorragia que não foi possível controlar.
Em 2003, durante o mandato de Alejandro Tolero (2001-2006), o Governo do Peru reconheceu formalmente os casos e pediu perdão às vítimas. Naquele então, e desde 1999, a CIDH (Corte Interamericana de Direitos Humanos) analisava as denúncias enviadas por diversos organismos internacionais de direitos humanos. O relatório final da Corte condenando o Estado peruano afirmou que existem registros de quase 400 mil casos de esterilizações forçadas, sendo mais de 350 mil mulheres, e 25 mil homens, que terminaram com o falecimento de mais de duas mil mulheres – nenhum homem morreu em intervenções do programa –, além dos inúmeros casos traumáticos gerados às demais vítimas dessa política.
Cartaz no Centro de Saúde de Julcán, no norte do Peru, onde a campanha de esterilização era desavergonhada.
Cartaz no Centro de Saúde de Julcán, no norte do Peru, onde a campanha de esterilização era desavergonhada.
Para a antropóloga e artista plástica peruana Alejandra Ballón, autora do livro Memoria del Caso Peruano de Esterilización Forzada, “o que houve no país durante a segunda metade da ditadura de Fujimori “foi um típico caso de violação massiva dos direitos humanos, que terminou em genocídio, mas um genocído somente de mulheres, porque nos casos masculinos não há vítimas fatais, e como as mortes e os traumas são somente de mulheres é ainda mais lento o processo de condenação social e judicial”. Segundo ela, ainda é possível encontrar no Peru opiniões em defesa da esterilização como política de sucesso para o controle de natalidade da população mais pobre, “por parte dos mesmos setores que criticam o aborto ´por ser um crime contra a vida´”.
Por isso a pressão internacional foi fator decisivo para determinar a reabertura do caso, depois do arquivamento do processo em 2014, no qual a Justiça peruana afirmou que a promotoria apresentou o caso como de homicídio involuntário e eximiu de culpa tanto o ditador Alberto Fujimori quanto seus ministros, considerando que se tratava de uma iniciativa de alguns médicos que atuavam no sistema de saúde pública, versão que foi duramente questionada por organismos de direitos humanos dentro e fora do Peru. Diferentes documentos apresentados durante o processo comprovaram que as esterilizações realizadas pelo Plano Nacional de Prevenção e Planificação Familiar eram parte de uma política de Estado, tanto que o programa recebia apoio financeiro da USAID (a agência estadunidense para desenvolvimento internacional) e a UNFPA (fundo das Nações Unidas para políticas de controle de natalidade), que logo disseram não saber do que se tratava quando entregaram o financiamento.
Com a reabertura do caso, nesta semana, o promotor Luis Antonio Landa anunciou as modificações pertinentes, alterando o tipo de delito para violação aos direitos humanos, e apontando Fujimori (que se encontra preso desde 2008, condenado pelos assassinatos de opositores ocorridos entre 1991 e 1992) e seus ministros de Saúde como os principais responsáveis. Landa solicitou um prazo de três meses para concluir as investigações e apresentar um parecer definitivo.
Estudantes peruanas protestam em Lima contra a impunidade nos casos de esterilizações forçadas.
Estudantes peruanas protestam em Lima contra a impunidade nos casos de esterilizações forçadas (Foto: diário La República, do Peru).
Fonte:http://redelatinamerica.cartacapital.com.br/