A demora para a realização de exames de perícias é uma reclamação constante do contribuinte do INSS. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pode ser obrigado a realizar em até 45 dias o exame pericial de segurados com deficiência ou incapacitados ao trabalho. A exigência consta do Projeto de Lei do Senado (PLS) 308/2014, do ex-senador Kaká Andrade, que determina ainda que, se o prazo não for cumprido, o benefício deve ser concedido automaticamente. De acordo com a proposta, requerimento administrativo deverá ser instruído com documentação médica que comprove a incapacidade ou deficiência. Além disso, na hipótese de o resultado ser desfavorável ao requerente, o INSS cessará imediatamente o pagamento do benefício concedido provisoriamente. No entanto, os valores recebidos não estão sujeitos à devolução, salvo no caso de comprovada má-fé. O mesmo prazo de 45 dias para a perícia também é obrigatório nos casos de pedidos relacionados ao benefício assistencial de prestação continuada para a pessoa com deficiência e pensão especial para o portador da síndrome da talidomida. Demora Na justificação do projeto, Kaká Andrade destaca a demora na concessão de benefícios previdenciários ou assistenciais originados pela incapacidade laborativa ou pela deficiência do indivíduo. "A falta de estipulação de um prazo legal para realização do exame pericial a cargo do INSS gera grande angústia nas pessoas que necessitam. Especialmente naquelas que, por razões de saúde, estão impossibilitadas de trabalhar e consequentemente auferir remuneração de seu empregador", ressalta. A matéria tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde aguarda designação de relator. Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado) Fonte: Senado Notícias |
O Movimento Feminista Inclusivass foi fundado em 30 de agosto de 2014, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, por Carol Santos e demais companheiras, a partir da articulação iniciada no 1º Seminário Mulheres com Deficiência e Políticas Públicas, realizado em março de 2014. Ao final do seminário, ativistas e lideranças deram continuidade à organização autônoma e à construção coletiva de ações.
