segunda-feira, 13 de julho de 2015

O culto da mãe perfeita é diabólico com as mulheres, afirma Elisabeth Badinter

Foto do rosto de Elisabeth Badinter

A filósofa francesa Elisabeth Badinter é autora da teoria de que o instinto maternonão é algo natural e inato à mulher, como o senso comum impõe em sociedade. No livro, 'O Mito do Amor Materno', ela aborda o papel da mulher na criação dos filhos e desmistifica convenções criadas em sociedade.
Betty Milan, autora do livro 'Carta ao Filho - Ninguém ensina a ser mãe', que concorda com ideias da feminista, entrevistou Badinter para o site de Veja e trocou ideias sobre maternidade, feminismo e empoderamento.
Fonte: http://www.brasilpost.com.br/

Nova lei fixa prisão para quem discriminar pessoa com deficiência

Imagem em preto e branco do fundo de um corredor de prisão.

A presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou nesta segunda-feira (6/7) o Estatuto da Pessoa com Deficiência, espécie de marco legal para pessoas com algum tipo de limitação intelectual ou física. A lei classifica o que é deficiência, prevê atendimento prioritário em órgãos públicos e fixa pena de reclusão de 1 a 3 anos para quem discriminar pessoas com esse perfil. 
De acordo com o texto, aprovado em junho pelo Congresso, a pena é ampliada em 1/3 se a vítima encontrar-se sob responsabilidade do agente e pode chegar a 5 anos de prisão caso a discriminação seja cometida por meios de comunicação social. Apropriar-se de bens e benefícios de pessoas com deficiência também pode render reclusão, de até 4 anos.
A norma cria ainda o auxílio-inclusão, que será pago às pessoas com deficiência moderada ou grave que entrarem no mercado de trabalho, e a reserva 10% das vagas nos processos seletivos de curso de ensino superior, técnico e tecnológico.
A lei prevê mudanças no Estatuto da Cidade para que a União seja corresponsável, junto com estados e municípios, por manter calçadas, passeios e locais públicos em boas condições e acessíveis.
O presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), Flávio Henrique de Souza, disse que a entidade vai cobrar e fiscalizar o cumprimento do estatuto para os cerca de 45 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência. Com informações da Agência Brasil.






quarta-feira, 8 de julho de 2015

Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Estatuto da Pessoa com Deficiência.
Um livro aberto e em cada página vemos a ilustração de pessoas com deficiência.
LIVRO I
PARTE GERAL
TÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1o É instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania.
Parágrafo único.  Esta Lei tem como base a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, ratificados pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo no186, de 9 de julho de 2008, em conformidade com o procedimento previsto no § 3odo art. 5o da Constituição da República Federativa do Brasil, em vigor para o Brasil, no plano jurídico externo, desde 31 de agosto de 2008, e promulgados pelo Decreto no 6.949, de 25 de agosto de 2009, data de início de sua vigência no plano interno.
Art. 2o Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
§ 1o A avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar e considerará:      (Vigência)
I – os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo;
II – os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais;
III – a limitação no desempenho de atividades; e
IV – a restrição de participação.
§ 2o O Poder Executivo criará instrumentos para avaliação da deficiência.
Art. 3o Para fins de aplicação desta Lei, consideram-se:
I – acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida;
II – desenho universal: concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os recursos de tecnologia assistiva;

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Dilma veta cota para pessoa com deficiência em empresa com até 99 funcionários

Dilma passa a mão na cabeça de um cão-guia e fala com um deficiente visual
A presidenta Dilma na solenidade de sanção do Estatuto da Pessoa com DeficiênciaWilson Dias/Agência Brasil


A presidenta Dilma Rousseff vetou o trecho do Estatuto da Pessoa com Deficiência que obrigava empresas que têm entre 50 e 99 funcionários a contratar pelo menos uma pessoa com deficiência. Atualmente, a obrigação vale apenas para as empresas com 100 funcionários ou mais. A alteração estava prevista no texto aprovado pelo Senado em junho.

De acordo com o ministro-chefe da Secretaria de Direitos Humanos, Pepe Vargas, o dispositivo foi vetado por razões econômicas. Sem detalhar quais, Vargas disse que houve outros vetos à lei, por motivos de natureza constitucional ou porque já havia previsão legal para algumas obrigações, como a adaptação de residências do Programa Minha Casa, Minha Vida, que, segundo ele, “já é uma realidade” e “já vem acontecendo”.

Após a cerimônia de sanção do estatuto, a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que foi relatora da proposta na Câmara, criticou o veto. “É uma perda irreparável, já que esse texto foi construído pela sociedade civil e com o governo. E o governo nunca teve objeção a isso. Eu passei por dificuldades dentro da Câmara para aprovar isso por conta da pressão dos empresários, a mesma dificuldade do Senado”, lamentou.


O ministro Pepe Vargas não soube afirmar se a pena para o crime de discriminação de pessoa em razão de sua deficiência foi mantida. O texto aprovado pelo Senado prevê reclusão de um a três anos. A versão final do estatuto será divulgada nesta terça-feira (7) no Diário Oficial da União. “O objetivo, independentemente de qualquer coisa, é que haja instrumentos para buscar efetivamente o combate à discriminação. Aqui não interessa exatamente uma pena, interessa é que a pessoa que comete um ato discriminatório possa ter uma punição que seja pedagógica”, disse o ministro.

“O importante é termos uma legislação moderna, que vai permitir que direitos das pessoas com deficiência avancem”, acrescentou.

Em discurso na cerimônia de sanção da lei, a presidenta Dilma Rousseff destacou que manteve o trecho do projeto que aumenta a arrecadação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) por meio de loterias federais. “Quero dizer que procurei manter tudo aquilo que pudesse ser mantido do projeto. Sempre me perguntaram sobre a questão das loterias, [como] o [Andrew] Parsons, interessado por representar o [presidente do] Comitê Paralímpico. Sei também que Romário fez o mesmo pedido. Queria dizer para eles e para todos que está mantido aqui o que a lei consagrou”, disse.

O texto aprovado no Senado aumenta em 0,7 ponto percentual a arrecadação bruta das loterias federais para investimentos em esporte. Com a nova lei, o valor passa a ser de 2,7% e será dividido entre os comitês Olímpico e Paralímpico, que terá a menor parte (37,04% da arrecadação).

Dilma afirmou que a sanção do texto, conhecido também como Lei Brasileira de Inclusão, dá ao Estado o dever de oferecer as condições necessárias para que as pessoas com deficiência possam desenvolver todas as suas potencialidades.

“O estatuto define também o que é discriminação contra a pessoa com deficiência, permitindo punição dos infratores. Nesses tempos em que tolerância e respeito à diversidade sofrem restrições, barreiras, a tolerância e a convivência com o diferente são, para nós, algo que devemos cultivar, perseguir e que têm que ser valor moral e ético para cada um de nós”, disse a presidenta.

Ela destacou ainda que a sanção da lei representa mais um passo na implantação da Convenção Internacional sobre Direitos da Pessoa com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU). “A partir de hoje, [a lei] passa a assegurar que pessoas tenham lei específica, sejam, de fato, tratadas como cidadãs de primeira categoria. A Lei Brasileira de Inclusão é um passo a mais para fortalecer a nossa democracia. Com ela, nos comprometemos com tratamento diferenciado que reconhece respeito à diversidade, porque só assim alcançaremos igualdade de oportunidades que queremos a todos”, afirmou a presidenta.

Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/

Dilma sanciona Estatuto da Pessoa com Deficiência

A presidenta Dilma Roussef fala e a sua direito no fundo vemos 3 homens sentados.
Presidenta Dilma Rousseff discursa durante sanção do Estatuto da Pessoa com DeficiênciaWilson Dias/Agência Brasil


A presidenta Dilma Rousseff sancionou hoje (6) a Lei Brasileira de Inclusão – Estatuto da Pessoa com Deficiência, espécie de marco legal para pessoas com algum tipo de limitação intelectual ou física.

O texto, aprovado em junho pelo Congresso Nacional, classifica o que é deficiência, prevê atendimento prioritário em órgãos públicos e dá ênfase às políticas públicas em áreas como educação, saúde, trabalho, infraestrutura urbana, cultura e esporte para as pessoas com deficiência.

O ministro de Direitos Humanos, Pepe Vargas, disse que o estatuto vai consolidar e fortalecer o conjunto de medidas do governo direcionadas às pessoas com deficiência, mas disse que o cumprimento da lei também será responsabilidade de estados e municípios.

“Agora, com o estatuto, temos uma legislação que precisa ser implementada na sua integralidade. Não é só uma responsabilidade da União, é também [responsabilidade] dos estados, municípios e da sociedade zelar pelo cumprimento do estatuto”, avaliou. “O Brasil se insere entre os países que têm legislação avançada e importante na afirmação dos direitos da pessoa com deficiência”, acrescentou.

O presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), Flávio Henrique de Souza, lembrou que o Brasil tem 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência e disse que a entidade vai cobrar e fiscalizar o cumprimento do estatuto. “O Conade estará atento a todas as questões, porque essa é uma etapa que conquistamos junto com o governo. Essa conquista não é boa somente para as pessoas, para o Brasil, porque o Brasil mostra que tem discussão, tem acesso, tem parceria e que essa pauta coloca as pessoas com deficiência, de uma vez por todas, dentro do tema dos direitos humanos.”

Entre as inovações da lei, está o auxílio-inclusão, que será pago às pessoas com deficiência moderada ou grave que entrarem no mercado de trabalho; a definição de pena de reclusão de um a três anos para quem discriminar pessoas com deficiência; e ainda a reserva de 10% de vagas nos processos seletivos de curso de ensino superior, técnico e tecnológico para este público.

Para garantir a acessibilidade, a lei também prevê mudanças no Estatuto da Cidade para que a União seja corresponsável, junto aos estados e municípios, pela melhoria de condições de calçadas, passeios e locais públicos para garantir o acesso de pessoas com deficiência.

Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/

Biblioteca Cora Coralina, em São Paulo, ganha primeira sala com foco na temática feminista



Do Brasil Post com Agência Brasil
A Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, inaugurou no último sábado (4) a primeira Sala Temática Feminista, que fica na Biblioteca Cora Coralina, no bairro de Guaianases, zona leste da capital paulista.

O espaço reúne um acervo de mil títulos para consultas, estudos e pesquisas. O objetivo é também consolidar a sala como um ponto de referência cultural na discussão de gênero e feminismo de São Paulo, a partir de uma programação cultural continuada, com atividades de cinema, música, teatro, literatura, além de rodas de conversa e oficinas.

De acordo com a assessora de Ações Temáticas da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Maria Lúcia da Silveira, o acervo foi montado com doações de obras de referência de autoras. “Montamos um acervo para quem quer conhecer a visibilidade das mulheres na história, porque na escola ninguém fala das mulheres. Então faltava um espaço para as mulheres fazerem cultura e discutirem os assuntos relativos ao gênero.”

Sob a curadoria da artista Bib Rigo, a ambientação da Sala Temática Feminista contou com a participação das mulheres. A partir das próprias histórias, olhares e experiências, elas frequentaram oficinas de artes visuais e garantiram uma ambientação com destaque para a apropriação do espaço pelas mulheres.

A representante da Secretaria de Políticas para as Mulheres, do governo federal, Tatau Godinho, reforçou que construir um espaço feminista em uma biblioteca significa repor tempos de memória e possibilidades de reconstrução do movimento de mulheres. Ela destacou o fato de a biblioteca estar na zona leste, ressaltando que o movimento de mulheres da região é parte da construção da força feminina na cidade de São Paulo.


“Todas nós que fazemos parte dessa luta de organização das mulheres seja no movimento social, nas políticas públicas, na cultura ou na produção acadêmica sabemos dessa força e dessa contribuição para que a presença política das mulheres de São Paulo seja uma inspiração para aquelas que saem dos bairros e ocupam a cidade.”


Segundo ela, o espaço na biblioteca traz o desafio de que cada mulher possa ser produtora de cultura, valores, novas relações e aprender com o passado de várias mulheres que construíram a história e que são pouco conhecidas. “Não é à toa que a [poetisa goiana] Cora Coralina é uma inspiração para nós. Ela começou a trabalhar muito jovem e produziu muito e durante muito tempo. Foi extremamente rebelde e a produção cultural não pôde ser divulgada por conta do marido”, disse Tatau Godinho.

Fonte:http://www.brasilpost.com.br/

quarta-feira, 1 de julho de 2015

ONU publica posicionamento em relação a maioridade penal no Brasil

ONUBR
Nações Unidas no Brasil


Por Gabriela Borelli/ UNFPA Brasil com contribuições ONU Brasil 

– Intitulado “Adolescência, juventude e redução da maioridade penal”, texto tem 12 páginas que exploram o tema, articulando áreas como direitos humanos, desenvolvimento sustentável e segurança pública.

O Sistema ONU no Brasil publicou posicionamento oficial sobre a redução da maioridade penal. Intitulado “Adolescência, juventude e redução da maioridade penal”, o artigo técnico tem 12 páginas que exploram o tema, articulando áreas como direitos humanos, desenvolvimento sustentável e segurança pública.

A redução da maioridade penal é tema de debate no Parlamento brasileiro a partir do Projeto de Emenda Constitucional, a PEC 171/93, que visa a alterar o artigo 228 da Constituição Federal brasileira de forma a estabelecer a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. A votação por essa PEC na Câmara dos Deputados começa hoje (30/06), as 14h, em Brasília.

O artigo do Sistema ONU afirma que a redução da maioridade penal opera em sentido contrário à normativa internacional e às medidas necessárias para o fortalecimento das trajetórias de adolescentes e jovens, “representando um retrocesso aos direitos humanos, à justiça social e ao desenvolvimento socioeconômico do país”.

A ONU no Brasil destaca que, “se as infrações cometidas por adolescentes e jovens forem tratadas exclusivamente como uma questão de segurança pública e não como um indicador de restrição de acesso a direitos fundamentais, o problema da violência no Brasil poderá ser agravado, com graves consequências no presente e futuro”.

Aponta, ainda, que a proposta de emenda constitucional fere acordos de direitos humanos e compromissos internacionais assumidos pelo Brasil e não é a solução para a diminuição da violência. Em consonância com os marcos de direitos humanos, adolescentes que tenham infringido a lei penal devem ser responsabilizados por seus atos no âmbito de um sistema especializado de justiça, mas, ao mesmo tempo, ter direito a um tratamento que favoreça sua reintegração, cidadania e o exercício de um papel construtivo na sociedade. A fase da adolescência é um dos momentos mais propícios para se encaminhar os/as jovens a trajetórias saudáveis e construtivas.

O Fundo de População das Nações Undias defende que o investimento em jovens é a chave para o desenvolvimento. Dificilmente progressos sociais e econômicos poderão ser alcançados nos próximos anos sem os investimentos certos na maior população de adolescentes e jovens da história: no mundo, são mais de 1,8 bilhão de adolescentes e jovens (10 a 24 anos), e no Brasil esse número ultrapassa 51 milhões.

Essa quantidade sem precedentes de adolescentes e jovens no Brasil e no mundo proporciona um momento histórico único, conhecido como “bônus demográfico”, que se for bem aproveitado pode impulsionar o desenvolvimento inclusivo e sustentável.

São necessários, nesse sentido, investimentos corretos para que esse grupo populacional possa realizar todo o seu potencial e contribuir para impactos positivos e exponenciais junto às suas famílias, comunidades e países. Adolescentes e jovens com melhor nível educacional, melhor saúde e habilitados/as a exercer e defender seus direitos e cidadania tornam-se mais autônomos/as e produtivos/as, transformando suas realidades e o destino de seus países.

Confira o artigo técnico da ONU no Brasil, denominada “Adolescência, juventude e redução da maioridade penal” contextualizando a posição das Nações Unidas: http://bit.ly/1fuu7f9.

Mais informações: Comunicação UNFPA, Gabriela Borelli, imprensa@unfpa.org.br. (61) 3038-9252/ 9246

Fonte: Unfpa, publicado em 30/06/15.

Nota de Repúdio.

Imagem com fundo vermelho e a frase no centro:
Nota de Repúdio.

Nos as Inclusivass também nos posicionamos a Nota de Repúdio e somos contra a qualquer tipo violência sexista e desrespeito direcionados a Presidenta Dilma Rouseff.
Nota de Repudio.
O CLADEM, Comitê Latino Americano e do Caribe em Defesa dos Direitos das Mulheres, a Marcha Mundial de Mulheres, a Central Única dos Trabalhadores, a União Brasileira de Mulheres, a Rede Feminista de Saúde, a Secretaria Estadual de Mulheres do PT/RS, o Coletivo Feminino Plural, a THEMIS Gênero Justiça e Direitos Humanos, a Frente Parlamentar de Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher – AL/RS, o Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres do Rio Grande do Sul e o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres de Porto Alegre – COMDIM, vêm expressar repúdio contra os adesivos de carro com mensagem sexista e uso da imagem da Presidenta Dilma Rousseff. Tamanho desrespeito dispensa a descrição ou a divulgação da imagem nesta nota.

A liberdade de expressão tem limites regulados em lei. Qualquer tentativa de protestar contra o aumento do combustível ou contra a chefe do Executivo brasileiro ultrapassou os direitos de imagem, e passou a configurar afirmação de violência contra a mulher. A imagem da mulher no adesivo,remetem a mensagem de uma violência sexual, o que por si é uma expressão inadmissível de suportar diante do atentado a dignidade sexual que convivemos cotidianamente. Além disso, a mulher em questão é a Presidenta da República, o que reforça a violência sexista que enfrenta a mulher na política.

As mulheres brasileiras se sentem ofendidas, desrespeitadas. Expressões como essa não retratam o exercício de democracia. É escárnio, deboche, é violência contra a mulher! Vai de encontro à Convenção Interamericana pela Eliminação de todas as formas de Discriminação contra a mulher – CEDAW, que o Brasil ratificou junto ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos.

A circulação da imagem é ato discriminatório contra as mulheres brasileiras e contra a Presidenta Dilma. Tanto em mídia eletrônica quanto nos adesivos em veículos nas cidades brasileiras. Exigimos a proibição dessa circulação pelos meios judiciais cabíveis junto à polícia e o Governo Federal, assim como a responsabilização cível e penal dos responsáveis.

Porto Alegre, 1 de Julho de 2015.

CLADEM Brasil – Comitê Latino Americano e do Caribe me Defesa dos Direitos das Mulheres
Marcha Mundial de Mulheres
Central Única dos Trabalhadores
União Brasileira de Mulheres
Rede Feminista de Saúde
Secretaria Estadual das Mulheres do PT/RS
Coletivo Feminino Plural
Themis Gênero Justiça e Direitos Humanos
Frente Parlamentar de Homens pelo Fim da Violência Contra a Mulher – Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres do Estado do Rio Grande do Sul
Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres de Porto Alegre
Fonte:http://monitoramentocedaw.com.br/

Projeto sobre humanização do parto é discutido na Assembleia.

Wyllis afirma que parto humanizado é luta pela autonomia do corpo. Foto:  Antonio Paz/JC


Pela proposta que está em tramitação, índice de cesarianas não poderá exceder 15% 
Jornal do Comércio RS, por Jessica Gustafson – 

O teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa, na Capital, ficou lotado, na tarde de ontem, durante audiência pública sobre o parto humanizado, tendo como foco o Projeto de Lei 7.633/2014, do deputado federal Jean Wyllys (P-Sol-RJ), em tramitação na Câmara dos Deputados. De acordo com o texto, toda gestante tem direito à assistência humanizada durante a gestação, pré-parto, parto e puerpério, incluindo situação de aborto, seja este espontâneo ou provocado, na rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e em estabelecimento privado de saúde suplementar. O debate foi requerido pela deputada estadual Manuela d’Ávila (PCdoB).

Entre as justificativas do dispositivo, está uma pesquisa divulgada pela Fundação Perseu Abramo, revelando que 25% das mulheres entrevistadas sofreram algum tipo de agressão durante a gestação, em consultas pré-natais ou durante o parto. Assim, pela proposta, médicos e demais profissionais de saúde deverão dar prioridade à assistência humanizada no nascimento, e o índice de cesarianas não poderá exceder 15% dos partos.

Entende-se como assistência humanizada as práticas que já são recomendadas por normativas tanto do Ministério da Saúde quanto da Organização Mundial da Saúde, como a mínima interferência por parte da equipe de saúde; a preferência pela utilização dos métodos menos invasivos e mais naturais, de escolha da parturiente; o fornecimento de informações adequadas e completas à mulher, assim como ao acompanhante, referente a métodos e procedimentos disponíveis no atendimento à gestação, pré-parto, parto e puerpério; e a harmonização entre segurança e bem-estar da mulher.

Jean Wyllys relatou que tem recebido muitas críticas por este trabalho, principalmente de médicos. De acordo com ele, a ideia de construir o projeto partiu de uma iniciativa da Artemis, ONG que atua na promoção da autonomia feminina e erradicação da violência contra a mulher. “As diretoras me procuraram e falaram sobre a importância de tratar desse assunto. Disseram que me escolheram pela minha luta nos direitos humanos e sexuais e que o parto humanizado está dentro deste campo. Também falaram que é preciso coragem para tratar do tema, porque envolve lucro, e as pessoas não abrirão mão tranquilamente. Como já sou inimigo dos ‘humanos direitos’, que não são tão direitos assim, decidi fazer”, diz.

Segundo Wyllys, a discussão sobre parto humanizado está inserida dentro de uma situação em que as mulheres ainda são vítimas de uma série de violências, entre elas a obstétrica, que se refere à realização de procedimentos contrários à autonomia de escolha das gestantes, além de casos já relatados de xingamentos e até agressões. “Essa é uma pauta que vem junto com a luta das mulheres de autonomia sobre o seu corpo”, ressalta.

Um dos grandes focos da humanização diz respeito à priorização do parto natural. No Brasil, cerca de 57% dos nascimentos acontecem por cesariana. No Rio Grande do Sul, o percentual é ainda maior, de 63%, sendo o 5º estado com maior número de procedimentos do País. A coordenadora de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Maria Esther Vilela, foi firme ao afirmar que o Brasil precisa ouvir as mulheres e suas reivindicações. “Nós, mulheres, sempre lutamos pelas nossas conquistas. De quem é o parto? Respondo sem pestanejar: é da mulher. Há pelo menos 20 anos já se fala no mundo de práticas que precisam ser abolidas, mas que continuam sendo ensinadas nas faculdades. O parto normal que é feito hoje, não é mais normal”, critica. De acordo com ela, o parto seguro é o parto humanizado, e não o contrário, como alguns médicos dizem.
Entidades médicas falam em riscos e criticam nascimentos fora de hospitais

Duas entidades da área médica estiveram presentes na audiência e se posicionaram de forma reticente sobre o projeto do deputado Jean Wyllys. Sob vaias da plateia, composta principalmente por mulheres, Gustavo Steibel, representando a Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Sul, afirmou que a instituição não levou posições políticas para o debate e que é favor do parto normal. Entretanto, disse que os itens contidos no texto pouco acrescentariam na rotina de trabalho e ainda poderiam colocar a vida das mulheres em risco. “O projeto faz apologia ao parto domiciliar. Consideramos que é mais fácil transformar um hospital em um local acolhedor do que uma casa em um espaço seguro. Nós, médicos, estamos ao lado das pacientes e respeitamos a sua autonomia”, garantiu.

De acordo com ele, as práticas abusivas envergonham a categoria e devem ser combatidas. Porém, disse que o grande problema vivido hoje faz parte de um sistema de saúde falho, que possui hospitais sucateados e equipes desfalcadas. “É preciso que se construa um projeto adequado com a nossa realidade”, completou.

Roberto de Morais, membro da Câmara Técnica de Ginecologia e Obstetrícia do Conselho Federal de Medicina (CFM), argumentou que a questão da autonomia é uma via de duas mãos, pois existe a da paciente e a dos profissionais, que muitas vezes fazem escolhas cruciais para a vida das gestantes e dos bebês. “Parabenizo o Jean pela iniciativa. O CFM apoia estas medidas, mas tem algumas discordâncias ao projeto. Apoiamos a presença das doulas durante o parto e estimulamos que ele seja normal. Só não concordamos com o domiciliar, que aumenta muito o risco neonatal”, diz.

Segundo Morais, o Brasil ainda precisa reduzir a mortalidade materna, que permanece alta, mesmo com 98% dos partos sendo realizados em hospitais. “Nós não atingimos os objetivos firmados com a ONU e estamos reduzindo o índice muito lentamente. Isso quer dizer que nossos serviços não são bons. Nossos esforços têm que ser por esta diminuição de mortes”, considerou.

Fonte: Jornal do Comércio, publicado em 30/06/2015.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Deficientes auditivos têm direito à isenção de IPI na compra de veículos, diz PGR.


Imagem de uma chave de carro e uma plaquinha com o símbolo do surdo.


Secretaria de Comunicação Social/Procuradoria Geral da República

A isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de automóveis deve ser estendido aos deficientes auditivos. Esse é o entendimento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao questionar o inciso IV do artigo 1º da Lei 8.989/1995. A norma, ao especificar o rol de deficientes contemplados pelo benefício fiscal – portadores de deficiência física, visual, mental severa ou profunda ou autistas, diretamente ou por intermédio de seu representante legal -, não incluiu as pessoas com deficiência auditiva.


Para Janot, não há razão para a discriminação. Segundo ele, a exclusão configura omissão parcial inconstitucional e afronta os princípios da dignidade da pessoa humana e da isonomia (artigos 1º, inciso III, e 5º, caput). Por essa razão, ajuizou a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão Parcial (ADO 30), ratificada em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 16 de junho.


De acordo com a ação, “apesar do esforço da Lei Federal 8.989/95 em garantir a isonomia material entre as pessoas com deficiência e as pessoas sem deficiência, a ausência dos deficientes auditivos no corpo da norma estabeleceu distinção desarrazoada entre pessoas que sem encontram na mesma situação”.


O procurador-geral destaca que, pela sua condição humana, as pessoas possuem igual dignidade, mesmo que existam diferenças físicas, intelectuais e psicológicas, devendo ter os seus interesses igualmente considerados, independentemente de suas capacidades e características individuais. Para ele, a efetivação dessa política fiscal revela o reconhecimento de algumas dificuldades que as pessoas com deficiência física têm para a vida em sociedade, em especial, quanto à mobilidade e acesso aos espaços públicos, e da necessidade de inclusão social dessa parcela da sociedade.

Para Rodrigo Janot, uma vez que o Estado tenha assegurado o cumprimento do princípio da proteção às pessoas com deficiência, “não há razão para que dentro desse grupo contemplado por tais ações afirmativas haja discriminação, favorecendo-se determinadas pessoas em detrimento de outras”.

Prazo – A ação também pede que seja estipulado prazo razoável para o Congresso Nacional editar norma para suprir a exclusão dos deficientes auditivos do rol do inciso IV do artigo 1º da lei 8.989/95.

Em sua manifestação, a Advocacia-Geral da União questionou, em preliminar, a possibilidade jurídica dos pedidos. Para o órgão, de acordo com a jurisprudência do STF, ao Poder Judiciário não caberia impor prazo obrigatório aos demais poderes para edição de ato normativo, ou por ato próprio suprir omissões do legislador. A AGU sustenta que essas providências resultariam em ofensa ao princípio da divisão funcional do poder.


De acordo com o parecer da PGR, o próprio STF admitiu configuração de inércia do legislador mesmo quando já tenha atuado ao propor projeto de lei ou dar início à sua tramitação. Janot destaca decisão do STF na ADO 24 que impôs prazo para que a lacuna legislativa fosse sanada.


“Dado o entendimento recente da Suprema Corte brasileira no que se refere às omissões inconstitucionais, é cabível estabelecer prazo razoável para que o Congresso Nacional inaugure ou conclua a deliberação acerca de proposição legislativa. Portanto, os pedidos formulados na inicial não devem ser considerados juridicamente impossíveis”, argumenta o procurador-geral.

Quanto à segunda preliminar, sobre a impossibilidade de o Judiciário, por ato próprio suprir omissão do legislador, a PGR sustenta que o tema confunde-se com o mérito da ação.

O relator da ação no STF é o ministro Dias Toffoli.

Fonte: Olhar Direto

Ensaio mostra parto normal de cadeirante que perdeu as duas pernas

Montagem de quatro fotos diferentes, Lurdes sentada de lado na cadeira coloca a mão na barriga, Lurdes é carregado pelo esposo e outra mulher, Lurdes em uma piscina com o esposo na hora do parto, Lurdes sentada no chão em uma imagem bem linda.

A fotógrafa Elis Freitas, 32, realizou um belíssimo ensaio mostrando a gestação e o momento do parto de Derick, filho de Lurdes Soares, a Lulu, 33. Em entrevista ao blog Maternar, da Folha de S.Paulo, a recente mamãe, que perdeu as duas pernas aos 7 anos depois de ser atropelada por um caminhão, contou que sempre sonhou com um parto normal. Apesar de ter sido desencorajada por vários médicos, Lulu seguiu em frente com sua ideia.

Quando estava no nono mês de gravidez, Lulu posou para a fotografa Elis Freitas. A atendente de telemarketing, que mora com a mãe e uma irmã em Várzea Grande (MT), contou que a deficiência nunca tirou sua liberdade e independência.

Grávida de nove meses, Lulu posa para as lentes da fotógrafa Elis Freitas. A cadeirante optou pelo parto normal.

Decidida a ter parto normal, Lulu, chegou a ser desencorajada por vários médicos. "Falavam que meu corpo era pequeno demais, que eu passava muito tempo sentada, que a bacia não abriria", contou em entrevista ao blog Maternar.

Quando já estava quase optando pela cesárea, Lulu encontrou o médico Victor Rodrigues. "Estava quase acreditando que não conseguiria, mas ele renovou minhas forças", declarou.

Em entrevista ao blog Maternar, Lulu diz que respeita quem escolhe a cesárea ao parto normal. Mas, para ela, outra cirurgia não estava nos planos. "Não queria a recuperação de uma cirurgia de parto, dar trabalho para minha mãe depois. E sei que o parto normal é melhor para a mãe e para o bebê", declarou

O parto de Lulu foi acompanhado pelo namorado com quem está há 8 anos.

O filho de Lulu, Derick, nasceu no começo de junho. "Me senti realizada. Meu parto foi algo transformador, me senti o maior dos vulcões entrando em erupção: quente e forte", declarou a nova mamãe


Todo o trabalho de parto de Lulu, que durou 14 horas, foi fotografado por Elis Freitas.

Foto dos pais e o bebe no peito da mãe.






Fonte: BOL