O Movimento Feminista Inclusivass foi fundado em 30 de agosto de 2014, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, por Carol Santos e demais companheiras, a partir da articulação iniciada no 1º Seminário Mulheres com Deficiência e Políticas Públicas, realizado em março de 2014. Ao final do seminário, ativistas e lideranças deram continuidade à organização autônoma e à construção coletiva de ações.
Foto de Marta abaixada ao lado de Carol e Bruna em pé.
O 1º Encontro Nacional do Levante Feminista Contra o Feminicídio, Lesbocídio e Transfeminicídio reuniu mais de 100 mulheres de todas as regiões do país, promovendo uma importante articulação na luta contra as violências de gênero e feminicídio no país.
A participação ativa das companheiras Carol Santos e Marta Moura, ambas integrantes da executiva do Levante Feminista, reforçou o compromisso do movimento com a causa.
Durante o encontro, as participantes refletiram sobre a trajetória de quase quatro anos de campanha, analisaram estratégias e os altos índices de crimes de feminicídio no país. O evento culminou com a elaboração de uma carta do Levante, entregue à Ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, que esteve presente no último dia das atividades, reforçando o apoio institucional à luta contra o feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio.
O projeto tem como objetivo mapear e apoiar mulheres com deficiência, assim como mães solo com filhos com deficiência, que foram gravemente afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul em maio de 2024.
Durante essa crise climática, chuvas intensas, inundações, rompimentos de barragens e deslizamentos de solo devastaram 469 municípios, incluindo Porto Alegre e áreas metropolitanas, onde o lago Guaíba transbordou rapidamente, deixando várias regiões inabitáveis.
Diante da falta de resposta adequada das autoridades, a solidariedade popular foi crucial para salvar vidas, inclusive de animais. Muitas mulheres do movimento enfrentaram situações extremas: algumas tiveram que evacuar suas casas devido ao risco de enchentes e desmoronamentos, enquanto outras sofreram danos diretos em suas residências.
Em resposta ao cenário de abandono por parte das autoridades, o Movimento Feminista Inclusivass desempenhou um papel crucial na mobilização e organização de ações coletivas para apoiar as mulheres afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul.
Integrantes do movimento, muitas delas também impactadas diretamente pela crise, lideraram iniciativas de solidariedade, como monitoramento das águas, rifas e campanhas de doação. Com a união de forças de movimentos sociais e lideranças da região sul de Porto Alegre, foram criados pontos de coleta e distribuição de suprimentos, que atenderam tanto às necessidades básicas e urgentes.
Apesar da falta de dados detalhados sobre o número de mulheres com deficiência afetadas pelas enchentes, o projeto está comprometido em mapear, fortalecer e acompanhar essas mulheres.
Com o apoio do Fundo Elas+ o objetivo é adquirir equipamentos de mobilidade e outras necessidades para restaurar a autonomia dessas mulheres e acompanhá-las durante o projeto. Além de apoiar a reestruturação pessoal, a iniciativa visa promover a inclusão nas políticas públicas, garantindo que todas sejam atendidas.
O projeto tem apoio do Coletivo Elza Soares e Centro de Referência Prof Lisiane Lopes.
Card em tons lilás. Na borda esquerda sobre um fundo a palavra: mídia. Abaixo centralizado o print da matéria e ao lado foto de Carol Santos. Na borda inferior sobre um fundo o texto: ‘A culpabilização das mulheres em relação a violência é muito forte’, afirma sobrevivente de feminicídio.
Para marcar os 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher o BdFRS conversou com duas sobreviventes
Ação criada pela Artista Carioca Visual Multilinguagens e Ativista Marta Moura em parceria com o 𝐌𝐎𝐕𝐈𝐌𝐄𝐍𝐓𝐎 𝐅𝐄𝐌𝐈𝐍𝐈𝐒𝐓𝐀 𝐈𝐍𝐂𝐋𝐔𝐒𝐈𝐕𝐀𝐒𝐒 𝐞 𝐂𝐎𝐋𝐄𝐓𝐈𝐕𝐎 𝐅𝐄𝐌𝐈𝐍𝐈𝐍𝐎 𝐏𝐋𝐔𝐑𝐀𝐋
A performance coletiva pretende qualificar o debate sobre a inclusão de Mulheres com Deficiência, dando visibilidade às questões de gênero vividas cotidianamente pelas mesmas, com foco na luta anticapacista.
Ao contrário da cultura do ódio, promovida pelo fascismo em nosso país, este trabalho afirma a necessidade da conciliação consigo mesmo, para que os diálogos íntimos entre os humanos prossiga de forma ampla, diversa, inclusiva, lúdica, sensual e criativa.
Beijar-se quem se é.
O Beijo aqui ressignificado, como direito, como símbolo de liberdade!
Marta Moura
*Sobre a performance:*
Podem se inscrever pessoas de todas as idades, artistas ou não, que estarão na cidade de Porto Alegre, na data de 8 de novembro às 17:30h.
*Horário do BEIJAÇO PELA ACESSIBILIDADE:* 8 de Novembro - 17:30h
*Endereço da performance:* R. Vig. José Inácio, 399 - S 709 - Centro Histórico
*Em frente ao prédio e Movimento Feminista Inclusivass
Envie um e-mail para marta.moura.arte@gmail.com em caso de dúvidas!
O mês de outubro é marcado pela campanha de conscientização sobre o câncer de mama, com o objetivo de alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer.
Mas essa campanha tão essencial alcança as mulheres com deficiência?
Hoje lançamos a campanha: 𝙊𝙪𝙩𝙪𝙗𝙧𝙤 𝙍𝙤𝙨𝙖:𝙎𝙚𝙢 𝘽𝙖𝙧𝙧𝙚𝙞𝙧𝙖𝙨 para falarmos sobre uma campanha que não inclui as mulheres com deficiência, o que é, as barreiras, acessibilidade e prevenção e diagnósticos.