Segundo o Censo 2022 do IBGE, o Brasil tem 8,3 milhões de mulheres com deficiência. Os números do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2023) revelam a dimensão da vulnerabilidade: 8,5 milhões de mulheres foram vítimas de stalking no último ano e 1,5 milhão teve imagens íntimas vazadas sem consentimento.
Para enfrentar esse cenário, o Movimento Feminista Inclusivass, com apoio do Fundo ELAS+, lançou o Guia Anticapacitista de Boas Práticas Digitais, uma publicação pioneira que propõe caminhos para tornar os ambientes online mais seguros, acessíveis e justos.
O guia apresenta o conceito de violência capacitista digital de gênero, destacando como mulheres e mulheres LBTs com deficiência sofrem uma tripla opressão no ambiente virtual — marcada pela falta de acessibilidade técnica, pela deslegitimação de suas vozes e por discursos que reforçam exclusões históricas.
Para aprofundar esse tema, o De Fato recebe Carol Santos, uma das fundadoras do Inclusivass, que explica como o guia foi construído, os desafios enfrentados pelas mulheres com deficiência dentro e fora das redes e as ações necessárias para promover uma internet verdadeiramente inclusiva.
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